quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

random stuff

conhecem aquela sensação de ter as lágrimas a quererem escorrer, mas nós sabemos que não podemos e que não devemos. morder o lábio, olhar para cima e não deixar a lágrima cair. tudo o que nos resta é aguentar e um pequeno ardor na garganta. mas, quando ficamos sozinhos em casa durante muito tempo, quando vamos dormir e aí sim podemos chorar à vontade... as lágrimas não caem. quando precisamos q queremos chorar, não conseguimos. que sensação horrível. tal como o medo. eu odeio ter medo de alguma coisa. tal como odeio quando me falta a coragem. porque tu podes estar muito decidida. pordes ter a certeza do que vais fazer. podes ter o texto todo elaborado na tua mente. podes sentir-te cheia de coragem para ir falar com ele. mas quando chegares ao pé dele. quando lhe pedires que olhe para ti. quando ele o fizer e fixar os olhos dele nos teus. tu vais fraquejar. tanto a coragem como a segurança vão-se embora. só ficas tu, o teu nó na garganta e as tuas pernas a tremerem. se for preciso, depois, vais-te embora sem dizer nada. e depois vais arrepender-te. vais culpar-te por teres falhado novamente. e "milhões" de perguntas vão pairar no teu pensamento. E se...?, vais questionar a ti própria. honestamente, também odeio a distância. quer seja ela de quilómetros, metros, centímetros ou até mesmo de milímetros  ou vais dizer que gostas daquela distância mínima que existe entre os teus lábios e os dele quando ele te vai cumprimentar com um simples beijo na cara? é... eu sei que não. tal como também não gostas da enorme quantidade de quilómetros que separa a tua casa da casa daquele teu familiar que vive muito longe e que só vês no natal ou nas férias. e eu sei que os meus textos costumam ser muito organizados e com um tema definido. mas, há uma primeira vez para tudo e isto... isto foi o meu primeiro texto disparatado. não é por isso que tem menos valor que os outros. eu costumo escrever o que sinto. como não sei bem o que sinto, também não sei bem o que escrevo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

it's christmas time

esta é a minha árvore de natal ♥ desculpem a falta de qualidade :s
onde quer que vás vais ver crianças a sorrir, ansiosas pela chegada do pai natal. e isso lembra-te que, em tempos, também foste assim. também acreditas-te que um velho gordo, vestido de vermelho e com uma barba enorme entrava pela tua chaminé e te punha os presentes que querias de baixo da árvore. quando chegavas perto de dezembro começavas a portar-te bem, porque se não o pai natal não te dava presentes. os anos passaram e descobris-te, ou disseram-te, que afinal o pai natal é a tua mãe, o teu pai, os teus irmãos, primos, tios, tias e avós. descobris-te que o pai natal era a tua família, os teus amigos e aquela amiga da tua mãe ou da tua avó que sempre simpatizou muito contigo. e com o passar do tempo, descobris-te também que o natal não é só a árvore e os presentes. não é só frio e neve. natal é receber, mas também é dar. natal é tempo de deixar de parte as zangas e fazer as pazes. é tempo de sorrir. é tempo de estar com a família. com os amigos. com aquele parente mais afastado, por mais chato que ele seja. é no natal que os filmes que tu tanto gostas de ver passam na tv. é também no natal que tu te fartas de ver o "Sozinho em Casa" porque já sabes a história do príncipio ao fim, mas, mesmo assim, não resistes a soltar umas gargalhadas vivas enquanto o vês. é no natal que se iluminam as ruas com todas aquelas cores vivas. acho que é também no natal que nos sentimos em casa, em qualquer lugar. é no natal que o cheiro a doces deliciosos nos invade o nariz e nos faz crescer água na boca. é no natal que tu não te cansas de ficar a observar as luzinhas da árvore a piscar alegremente. natal é harmonia, é felicidade. natal é esquecer os problemas e, simplesmente, aproveitar. isto é o natal para mim. feliz natal a todos ♥ 

sábado, 22 de dezembro de 2012

it's time to give up...

chega. esta é, sem dúvida, a altura certa. dizem que a história só acaba quando o último desiste, e da nossa história tu já desististe à muito tempo. agora eu tomei uma decisão. provavelmente a mais importante e difícil de tomar de toda a minha vida. a história que eu e tu, sim, eu e tu, o nós já não existe. e a história que eu e tu tínhamos chegou ao fim. porque eu, eu desisti. eu cansei-me. chega. chega de ser sempre eu a sofrer. eu desisti. estou cansada de gastar as minhas forças nesta batalha inútil. tu não sabes o que eu sofri porra. tu não sabes como eu fiquei. tu não tens noção das vezes em que eu bati lá no fundo e nunca ninguém percebeu. e depois de bater lá no fundo eu arranjava forças e subia sozinha. e depois aparecias tu, convencias-me de que desta vez tudo iria ser bom e quando já estavas cansado dizias adeus. e eu batia lá no fundo novamente. eu usava todos os dias um sorriso que não era meu. eu escondia as lágrimas de tudo e todos. e sabes o que era pior? é que todos acreditavam que eu estava bem. todos acreditavam que o meu sorriso era verdadeiro. todos acreditavam que eu já não pensava tanto em ti. e passado tanto tempo, até eu comecei a acreditar nisso. comecei a acreditar que era verdadeiramente feliz. comecei a acreditar que eu estava bem. mas não estava. mesmo que eu dissesse que tudo estava bem, poucos eram aqueles que só pela maneira de eu escrever percebiam se eu estava bem ou mal. mas acredita, tu não és o único que sabe mentir. eu também o sei fazer. e bem melhor que tu, acredita. pois as tuas mentiras havia sempre alguém que descobria. eu, apenas com um sorriso, fazia todos acreditar que estava bem. até tu acreditas-te nisso. lembras-te? quando eu dizia que sim, estava tudo bem e tu acreditavas? pois, mas não estava tudo bem. nunca esteve tudo bem. mas agora vai estar. o meu sorriso vai voltar a ser verdadeiro. vou deixar de ter de fingir que estou bem. vou deixar de chorar ás escondidas de todos. e sabes porquê? porque eu decidi que chegou ao fim. eu desisti de ti. desisti de lutar por algo que não vale a pena. foi bom, sim, mas tudo o que é bom chega ao fim. e o fim da história que eu e tu tínhamos já devia ter chegado a muito tempo. e eu não desisti por ser fraca. porque fraca eu não sou. eu desisti porque estava farta de lutar e sofrer. eu desisti porque me cansei de tudo isto. até porque... hoje dói, amanhã passa e depois, boy hastaa 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

one more letter.

Olá. Não sei se estás a ler isto ou se estás, ao menos, a prestar atenção, mas é algo que preciso de te dizer ou então vou explodir a qualquer momento. É algo em que penso todas as noites. É algo que enche o coração, que nos faz felizes, mas que também nos mata por dentro. E tem nome... O nome dela é amor. E aqueles que dizem que o amor não tem cor nunca tiveram apaixonados. Porque o amor, pelo menos o meu, tem várias cor.  É verde quando te olho nos olhos. É castanho quando brinco com o teu cabelo. É rosado quando te beijo. É azul quando escrevo o teu nome no meu pulso... Mas não é apenas de amor que te quero falar, quero falar também de saudade. Oh, cabeça a minha, esqueci-me de te perguntar se estás bem. Estás? Ótimo! Eu? Nem por isso. Por causa da saudade... Sabes que ela também mata por dentro? É... Eu sei. Sinto-a todos os dias. É um aperto no coração, dizem uns. Outros dizem que saudade é uma mescla de recordações e, até mesmo, ambições para o futuro. Para mim..., saudade é amor. Ora vejamos: ambas matam por dentro e ambas causam dor. Ambas podem ter diferentes significados. E, no fim de tudo, ambas são impossíveis de definir. E tanto uma como a outra trazem lágrimas. Lágrimas... Aquelas gotículas cristalinas, foram tantas as que já deixei cair por ti. Tantas foram as vezes em que a saudade se transformou num aperto no coração e, logo de seguida, em lágrimas.  Tantas foram as noites em que chorei por amor, por te amar. Mas, no fim de tudo isto, quero dizer-te que sim. Sim, eu tenho saudades. De ti. De nós. Dos nossos momentos. Das nossas conversas. Dos teus abraços. Dos teus lábios. De me sentar no teu colo. Saudades do cheiro do teu perfume que ficava na minha roupa depois de um abraço. Saudades de ter o teu respirar no meu pescoço. De te ter a sussurrar no meu ouvido. Saudades de quando o meu príncipe, que continuas a ser tu, me chamava de princesa. Saudades de quando me emprestavas o teu casaco. De quando me beijavas na chuva. Saudades de todos os intervalos. De todos os momentos. De todas as conversas. De todas as brincadeiras. Saudades da forma como sorrias para mim. Das nossas trocas de olhares. saudades da nossa cumplicidade. Do que nós costumávamos ser. E toda esta saudade traz dúvidas que se transformam em inúmeros pontos de interrogação que ocupam parte do meu pensamento. Porquê? Porque é que tem de ser assim? Porque é que toda esta saudade existe? Porque é que é tão difícil esquecer? Porque é que me fui apaixonar por ti. Sim, porque essa é, em relação a ti, uma das minhas poucas certezas. Disso eu tenho certeza absoluta. Que me apaixonei por ti. Que me viciei no teu toque. No teu abraço. No teu beijo. No teu cheiro. Tenho a certeza que me viciei em ti. E agora perguntas tu... Tudo isto para quê? Pois bem, tudo isto para te dizer que o que eu sinto por ti nunca senti por mais ninguém. Não me perguntes o que é, porque palavras não conseguem defini-lo. Tudo isto para, e agora muito brevemente, te dizer... Eu amo-te, disso também tenho a certeza. Tal como tenho a certeza que hoje te amo mais do que amei ontem e amanhã te amarei mais do que amo hoje. De todas as coisas, tu foste a melhor que alguma vez tive. E foste também a melhor que alguma vez me aconteceu.

Sincera e honestamente,

a pessoa que mais te amou que é também a pessoa que ainda te ama,

eu.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

esqueci-me de te esquecer...

desculpa. mas esqueci-me de te esquecer. esqueci-me que tinha de parar de relembrar todos os nossos momentos. desculpa. esqueci-me que tinha de parar de chorar por aquilo que já passou. desculpa. esqueci-me de não ficar nervosa quando te vejo. esqueci-me de não sorrir quando tu sorris. esqueci-me que já não vale a pena contar a nossa história a alguma amiga minha que ainda não a saiba. desculpa. esqueci-me que tudo o que se passou entre nós faz parte do passado. talvez porque também me esqueci de te deixar de amar. esqueci-me de te ignorar sem que depois me arrependa. desculpa. esqueci-me de desejar o teu abraço em segredo. esqueci-me de esquecer os teus beijos. esqueci-me de esquecer o quanto és especial. bem, esqueci-me de me esquecer de ti. de nós. do que passámos juntos. dos sorrisos que me deste. desculpa se não me consigo esquecer de todos os nossos momentos. de todas as nossas trocas de olhares. de todos os nossos sorrisos. de todas as nossas conversas. desculpa, se ainda não me esqueci de quando dizias que me amavas. desculpa, se solto um sorriso parvo quando conto a alguém que me tinhas pedido em casamento e me tinhas chamado de noiva e mulher. desculpa se ainda relei-o as nossas conversas no facebook. desculpa se tenho saudades de tudo isso. desculpa se preciso de ti. se preciso que voltes a respirar no meu pescoço. se preciso que me abraces por trás quando eu não estou à espera. se preciso das nossas brincadeiras. desculpa se preciso dos teus abraços. dos teus beijos. das nossas conversas. desculpa se preciso que me digas que queres que eu ganhe. desculpa se eu desejava mais que tudo partilhar a felicidade da vitória do interturmas contigo. desculpa se continuo a adormecer a pensar em ti. desculpa se fico nervosa quando estás comigo. desculpa se é em ti que eu penso quando preciso que algo me corra bem. ou quando me dizem "pede um desejo". ou até mesmo quando me perguntam "mas afinal de quem é que tu gostas?". desculpa se continuo a pensar em ti. desculpa se morro de vontade de chegar a pé de ti, abraçar-te e nunca mais te largar. desculpa se as músicas que falam de amor me fazem lembrar de ti. desculpa se ainda não apaguei as nossas fotos. desculpa se vejo filmes românticos a pensar em ti. desculpa, mas imagino-me agarrada a ti a ver um filme de terror, quando no entanto estou agarrada a uma almofada. desculpa se ainda me lembro de tudo o que passámos juntos. desculpa se tinha crises de ciúmes. desculpa se tinha medo de te perder. desculpa se me passava quando se punham a dar-te beijinhos e a agarrar-se a ti.  desculpa se ainda te amo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

somethings

chega. fizeste-me acreditar no "para sempre" e no fim, tudo não passou de uma simples ilusão. era como um sonho em que eu não queria acordar. toda a gente me avisou em relação a ti. mas eu tentava sempre defender-te e arranjar maneira de ver algo bom numa coisa má que tu fazias. acho que tapava os olhos a mim mesma. não queria ver o teu pior. e agora? tu andas aí, feliz da vida, sem te importares com os sentimentos de ninguém. enquanto eu choro atrás do ecrã de um computador. mas parabéns! conseguiste fazer com que eu deixasse de acreditar no "para sempre". acho que já nem acredito num "amo-te". e porque? porque tu prometeste ficar comigo até ao infinito, e não cumpriste. porque o teu "para sempre" tinha um prazo de validade, enquanto o meu era infinito. tu dizias amar-me, e se calhar nunca amaste. enquanto eu, amava-te mais do que me amo a mim própria. tu dizias que eu era a tua princesa, mas rapazes como tu preferem sempre as vacas. eu dizia que tu eras o meu príncipe, mas afinal nem passas de um sapo. eu fazia-te rir e tentava sempre por-te bem, enquanto tu me fazias chorar. por isso não, eu não acredito num "para sempre". afinal, nada é "para sempre". nada mesmo. mas eu insisti em acreditar que tu mudavas. que não passava de uma fase e que tu podias vir a mudar. mas não, tudo não passou de uma ilusão. foi tudo um fingimento. um teatro teu. parabéns, tens o prémio de melhor ator. eu devia ter acredito nelas, quando elas me diziam que tu não prestavas nem um bocadinho. mas não. eu tentava sempre ver algo de bom no que tu fazias, nunca o lado mau. mas elas tinham razão. sempre tiveram. é pena é que eu só me apercebi disso agora. nota-se que levas à letra quando se diz que ter fama e não ter o proveito é fudido. então, já que tinhas a fama de player resolveste mostrar que afinal é o que és mesmo. juntando tudo isto, foi um mês de namoro e dois de desilusão. estás contente agora? depois de me teres magoado dezenas de vezes, depois de todas as lágrimas que eu deixei cair. estás contente agora que já mostras-te que és tão player como dizem? estás contente agora? agora que desiludiste a pessoa que mais te amou? parabéns. perdeste de vez a pessoa que mais te amou. a pessoa que te amou de verdade. a pessoa que fazia tudo o que podia por ti. a pessoa que quando prometia que era para sempre, tencionava cumprir. parabéns. perdeste-me. e acredita, que agora é para sempre. e quando eu digo que me perdeste para sempre, este meu "para sempre" é verdadeiro, tal como todos os outros que eu disse.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

our love story... from the beginning ♥

eu... eu era uma simples rapariga, tal como outra qualquer... eu tinha sofrido por amor o verão inteiro e o meu único pensamento era: não me posso apaixonar outra vez! Mas nem tudo é como nós queremos... foi no dia 17 de setembro. acordei... e estava verdadeiramente indecisa quanto ao que ia vestir. tinha medo das reacções quando chegasse à escola de vestido. mas lá arrisquei. vesti o vestido e lá fui eu. (...) bem, estava eu e o grupinho habitual a ir para a aula, quando vejo o João. ia logo provocar a Natacha, como é óbvio. no entanto, quando reparei no rapaz ao lado dele, fiquei de imediato cativada e ele tornou-se no centro das minhas atenções.  um rapaz alto. com o corpo bem bronzeado. cabelo com caracóis. um sorriso encantador. e foi esse mesmo rapaz que eu mais tarde vim a descobrir que tinha uns perfeitos olhos verdes. ele usava um chapéu castanho, com a pala para trás. tinha uma t-shirt branca e uns calções cinzentos. ainda chamei a atenção das meninas, dizendo: "ai mãe! olhem-me só aquele pão! fds, que gajo tão bom!". porém e para não variar, elas não repararam. depois, fui para matemática. e, porra, ele não me saia da cabeça. bem..., primeiro que descobrisse o nome dele! como é óbvio teve logo uma alcunha: era o fofinho. um dia, calhou falar dele a uma outra rapariga, e ela disse-me: "aquele? é o Daniel.". na terça-feira à hora de almoço vi em que sala ele tinha entrado e fui ver a turma. ok. era o Daniel do 5º A. fui logo ver a lista das turmas. blá, blá, blá, 5º A, Daniel. oh, está aqui. Daniel Simões Rodrigues. no fim de semana, procurei-o no facebook. encontrei-o. meti conversa. (...) ok, eu confesso. fui muito burra, naquele momento. mal nos conhecíamos e no sábado já me amavas... a nossa semana passou-se. alguns beijos. muitos abraços e muitas conversas. na sexta, a Andreia tirou a nossa primeira foto. e no sabádo acabámos. remember? segunda-feira eu ia ter teste de ciências. mas ele quis ir dar uma volta comigo e eu fui... estávamos ao pé do anexo e, quando eu era para me ir embora, ele perguntou se me podia dar-me um último beijo. eu calculei que fosse um último beijo na bochecha e, como é óbvio, disse que sim. porém, não era um beijo na bochecha. eu fui para o teste super nervosa e desconcentrada. (...) segunda-feira, dia 8 de outubro. fui dar uma volta com a Natacha. e ele veio atrás de nós. eu fui a ouvir o tempo todo: "Oh Bia! O Daniel quer falar contigo!" e eu respondia: "Ele que venha cá!". ele acelerou o passo e abraçou-me. correspondi ao abraço e dei-lhe um beijo na cara. virei a cara, para que ele me pudesse dar um beijo na cara também. porém, ele disse-me para olhar para ele. ao ínicio ainda resisti. mas ter a pessoa que amamos colada a nós e não olhá-la nos olhos é díficil. não aguentei mais, tive de olhar. ele beijou-me. rapidamente arranjei maneira de sair dali. fui ter com as girls e pouco depois estávamos sentados no banco de madeira. passado algum tempo, lá estava ele, a chamar-me. eu dizia-lhe em tom de provocação: "Anda cá tu buscar-me!". e depois fugia, entre risos. no entanto, quando estava sentada. ele agarrou-me no pescoço e nas pernas e pegou-me ao colo. agarrei-me ao pescoço dele e gritei: "Eu amo. Odeio-te!" Consegui sair do colo dele e blá, blá. terça-feira, dia 9 de outubro tive a melhor hora de almoço até aquele dia. a fernanda. a inês. o leo. o fernando. eu... e ele. cumplicidade entre mim e ele. gargalhadas. (...) na quinta-feira acabámos. e começaste logo com a outra. (...) nesse tempo eu sofri pa caralho, e o que mais me custou foi que nos afastámos. mas eu comovi-te com um texto meu, sobre nós e logo nos voltámos a aproximar. elas tentaram fazer com que nos beijássemos. no fim de semana falei com a Salomé e ela deu-me a ideia de ser eu a beijar-te, em vez de esperar que tu o fizesses. não aguentei e tive de contar o meu plano à Fernanda. ela na segunda-feira recomeçou com as provocações do: "Beijem-se lá!", mas faltava-me a coragem. de repente e quando quase ninguém estava a ver a coragem apareceu. pedi-lhe para que olhasse para mim, segurei a camisa dele, coloquei-me em bicos de pés e beijei-o. não é de estranhar que tenhamos voltado. a semana seguinte foi a mais perfeita. eu sentia que era verdadeiro. todos os nossos momentos. toda a nossa cumplicidade. os nossos sorrisos. o brilho dos nossos olhos. mas tudo o que é bom acaba depressa e "nós" acabou.

- Salomé, obrigada por todos os conselhos em relação a ele ♥
- Fernanda, obrigada por tudo em relação a ele ♥
- Inês R., obrigada por tudo também ♥
- Daniel, obrigada por tudo. Pelos momentos, pelos sorrisos, pelos beijos, pelos abraços, pelas gargalhadas. Mesmo que nunca te tenha dito isto pessoalmente, espero que saibas o quanto és especial e importante. E nunca te esqueças que tens alguém (eu), que está aqui nos bons e maus momentos, sempre que precisares. Obrigada por me teres dado um sorriso verdadeiro. Ah, e, mesmo que nunca to tenha dito olhos-nos-olhos... Eu amo-te ♥

domingo, 9 de dezembro de 2012

future is not so far...

eu sei que a foto ñ tem nada a ver c o texto,
mas é uma foto da Salomé Martins (tirada
por mim) e está muito perfeita.
sabes... eu posso não saber muito sobre o futuro. tu também não. aliás, ninguém sabe. mas existe uma coisa que eu sei. e eu sei que tu também sabes. eu sei que todos nós sabemos isso. o futuro é incerto, sim. bem, talvez não seja assim tão incerto ou desconhecido. sabes. o futuro é já amanhã. o futuro é já daqui a cinco segundos. e, o que à cinco segundos atrás foi presente, agora é passado. e no futuro nem tudo é desconhecido. amanhã, que já é futuro, vais continuar apaixonada por ele. e depois de o esqueceres, vais apaixonar-te outra vez. no futuro, vais chorar. vais ir a baixo. vais bater lá no fundo. e vais, tal como eu, descobrir forças que não sabias que tinhas e vais subir novamente. e sabes... no futuro vais ter mais discussões. muitas mais. mas também vais dar mais beijos. vais dar e receber mais abraços. no futuro vais sofrer mais por saudades. e no futuro ainda vais ter a distância. e o orgulho, esse trio que fode tudo. vais ter mais complexos com o teu corpo. e podes até vir a achar-te bonita e a gostares de ti. no futuro, vais queres sair à noite com os teus amigos. vais afastar-te da tua família e depois dar-lhe valor, antes de a perderes. no futuro, vais queres fazer tatuagem e piercings. talvez chegues mesmo a fazê-los. vais deixar a maior parte dos livros que já leste a apanhar pó. vais ficar ainda mais viciado na internet. vais ter mais amizades virtuais e vais arranjar uma forma de conhecer os teus amigos virtuais. no futuro, vais querer ir a muitos mais concertos. e, se calhar, nem a metade deles vais. vais começar a gostar mais de compras. no futuro vais querer ir mais a cabeleireiros. vais pintar mais as unhas. vais começar a arranjar-te mais. mas sabes, a tua verdadeira essência não vai mudar. vais continuar a ser meia maria-rapaz, só que mais feminina. vais continuar a ter uma mentalidade infantil. vais continuar a ser divertida e parva. provavelmente, vais mesmo mudar muito, pelo menos por fora. mas não mudes a tua personalidade. porque não é uma ida ao cabeleireiro ou um verniz novo que vai mudar a tua essência. oh sim, isso pode fazer as pessoas gostarem de ti, por causa da aparência. ei, mas isso não é o mais importante. o importante é sentires-te bem contigo mesmo. ah, e lembra-te. agora tens amigos verdadeiros. que gostam da tua personalidade. que gostam da rapariga com a mentalidade infantil, que gostam da rapariga com uma personalidade divertida, engraçada e cativante. no futuro, vais mudar os teus interesses e objetivos. e vais mudar-te a ti, por fora. mas, por favor, mantém-te igual por dentro, é isso que as pessoas gostam em ti e continua forte, essa é uma das tuas maiores qualidades. e lembra-te de uma coisa... o futuro, é já daqui a alguns minutos. e não far far away, como pensamos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

I don't want an happy ending...

Eu quero "nós" sim. Quero voltar a tocar os teus lábios. Quero voltar a ver-te sorrir para mim. Quero voltar a sentir o teu abraço. Quero voltar a sentir o teu perfume. Porra men, eu quero o "nós" de volta. Quero voltar a ter aquelas nossas conversas. Aquelas nossas chamadas. As nossas brincadeiras. Os nossos momentos. Quero olhar-te nos olhos e dizer-te o que sinto por ti. Quero ganhar coragem para te dizer que és tu quem me faz sorrir. Para te dizer que és tu quem faz o meu coração acelerar. Que és tu que me tira o sono à noite. Dizer-te que é em ti que eu penso todos os segundos do meu dia. Eu olho nos teus olhos, mesmo que ao longe, e recordo todos os nossos momentos. Com todos os detalhes. Porque porra men, foram momentos mais perfeitos de toda a minha vida. Ainda te lembras de quando me pediste em casamento? De quando me tratavas por noiva? Tu eras, e ainda és o meu príncipe. Desculpa-me por todos os ataques de ciúmes, mas é apenas medo de te perder. Desculpa se fiz qualquer coisa que não devia ter feito. Desculpa se eu errei. Eu quero-te de volta. Eu quero nós de volta. Eu tenho saudades de ti. Saudades de nós. Da nossa cumplicidade. Dos nossos momentos. Dos teus beijos. Dos teus abraços. Das nossas conversas. Do que nós éramos.... Mas..., eu não quero um "happy ending". Não, porque esses só existem nos filmes da Disney. E sim, tu podes ser o meu príncipe. Mas eu não te tirei de nenhum filme da Disney. Não, eu não quero um final feliz... É que eu... Eu prefiro coisas sem fim.

sábado, 1 de dezembro de 2012

I hate you.

sabes... aposto que tu também a odeias. ela separa-nos dos que mais amamos. às vezes, mesmo para sempre. ela é terrível. ela é um obstáculo enorme em tudo. numa amizade, numa relação, em tudo... ela também origina saudade. ela faz-nos sofrer. ela também nos tira o sono à noite. ela faz-nos chorar. ela é mesmo horrível. ela também é um aperto no coração. ela torna o amor mais difícil do que ele já é. ela faz muita gente chorar. e às vezes ela é tão, mas tão grande que... mata por dentro. ainda não sabes quem é? o nome dela é distância e ela, ela é péssima. já imaginaste o que era não poderes ver o amor da tua vida todos os dias? já imaginaste o que era uma simples coisa afastar de ti as pessoas mais importantes da tua vida? imagina e diz-me se não é mau. não é mau pensar que uma coisa tão simples te pode matar por dentro? e eu não estou a falar da distância do quarto à cozinha. da distância da cama ao interruptor da luz. da distância do sofá ao comando da televisão. não. eu estou a falar da distância entre dois corpos. podem ser milhares e milhares de quilómetros a separar dois corpos. já viram o quanto isso é um obstáculo gigante? para mim a pior cena mesmo é a distância quando alguém da nossa família ou o amor da nossa vida é tropa ou militar. tipo, ponham-se no lugar das pessoas. imaginem o amor da vossa vida, a embarcar num avião, com uma farda da tropa e vocês sem saber se ele volta ou não. imaginem o sofrimento dessas pessoas. imaginem como é... por isso é que digo, sem problemas nenhuns. eu odeio-te maldita distância. sim, eu odeio-te. tu que impedes as pessoas que se amam de estarem juntas. tu que originas lágrimas. tu que matas por dentro. tu és horrível distância. eu e toda a gente, odiamos-te!