domingo, 29 de dezembro de 2013

o adeus que nunca foi dito.

sabes, ainda hoje dói. ainda hoje ela é assombrada por memórias que deveriam ter sido esquecidas. ainda hoje és tu que fazes o coração dela bater mais forte. ainda hoje ela precisa de ti. a parte mais dolorosa de uma despedida é o adeus. tu foste embora, disseste adeus, mas foi um adeus silencioso, o mais doloroso de todos, um adeus que nunca foi dito. limitaste-te a ir embora, a desaparecer da vida dela, da sua rotina, enquanto ela esperava incansavelmente o teu regresso. mas tu nunca voltas-te. apenas te afastavas mais. enquanto ela continuava a precisar de ti. sabes, eras, ainda és, o pilar dela, o seu porto de abrigo. ela sentia-se realmente segura contigo. ela sentia que podia enfrentar o mundo inteiro, porque tu estavas ali. de certa forma, ela dependia de ti. eras tu que a fazias sorrir. eras tu que davas cor ao mundo dela. eras tu quem fazia com que ela se sentisse amada. foste tu que a fizeste crescer enquanto pessoa. ensinaste-lhe o que é o amor. ensinaste-lhe o que é ser-se verdadeiramente feliz. e depois foste embora. sem dizer adeus. aí mostraste-lhe como é ser-se magoado, desiludido. fizeste com que ela sentisse a mais dolorosa das dores. ela sentia-se despedaçada, incompleta, incompreendida. ela percebeu como é sentir que dependes de alguém. como é sofrer por amor. o quanto custa a dor de uma desilusão. ela percebeu o quão difícil é dizer adeus. porque já passou um ano. e ela ainda não te conseguiu dizer adeus. ela ainda precisa de ti. ainda é o teu sorriso que alimenta o dela. ainda és tu que a fazes sofrer. mais do que qualquer outra pessoa. um ano depois, ela ainda sente o dor de um adeus que não foi dito. ainda és o seu pilar, o seu porto de abrigo. porque és tu a quem a mente dela recorre nas alturas de insegurança. o cérebro dela vai buscar todas as vezes em que lhe disseste "és linda", "és perfeita",  "eu amo-te", e ela sente-se mais segura. acredita, tu não imaginas nem metade das reações que o corpo dela tem quando ela está ao teu lado. tu não imaginas o quão rápido bate o seu coração. a maneira com que as suas pernas fraquejam. a forma como ela começa a tremer. a ficar nervosa. e novamente, o cérebro dela vai buscar as vezes em que lhe transmitiste calma, conforto, segurança. vai buscar todos os abraços apertados e olhares meigos. todos os sorrisos e beijos na testa. ela só queria que tivesse sido diferente. que não tivesses ido embora. ela sente tanto a tua falta. ela precisa tanto de ti. és tão importante para ela. ela só queria que tivesses, ao menos, dito adeus. se calhar custaria menos. se calhar ela iria entender que a história acabava ali. mas tu nunca disseste adeus. e, metade dela não quer que o digas. porque ela já se acostumou com a dor de um adeus que nunca foi dito. e ela não conseguiria suportar o quão doloroso seria se dissesses adeus novamente. por isso, por favor, fica. não estás do jeito que ela gostava que estivesses, mas fica na mesma. ela precisa de ti.

domingo, 10 de novembro de 2013

lost.

o dia começa novamente. e novamente ela sente-se perdida. ela não se reconhece. ela perdeu aquilo que a caracterizava. ela perdeu toda aquela alegria natural que tinha. ela perdeu todo aquele ânimo e toda a felicidade. ela perdeu o rumo. na verdade, ela não sabe mais para onde ir. ou o que fazer. ela perdeu-se. ela já não se conhece. ela não sabe onde foi toda a sua essência. ela não sabe onde foi toda a sua coragem para enfrentar um novo dia. tudo se foi. e no lugar de tudo isso veio o medo. ela sente que lhe estão a esconder algo. ela tem medo que todo aquele conto de fadas que ela viveu não tenha passado de uma mentira, uma farsa. ela tem medo que os melhores dias da vida dela não tenham passado de algo sem sentimento. ela tem medo que ele nunca a tenha amado. ela tem medo de ter sido apenas mais uma que ele fingiu amar. apenas mais uma que ele enganou. porque ele foi, e ainda é, tudo para ela. porque ele foi o primeiro amor de verdade dela. porque ela ama-o, por mais que lhe custe admiti-lo e por mais que ela saiba que ele não sente o mesmo. o maior medo dela é vir a descobrir que ele nunca a amou. ela não quer ouvir essas palavras. mas cada vez mais ela se convence que essa é a verdade. ele nunca gostou dela. enquanto ela daria tudo por ele. por mais cliché que seja, ela lutaria contra tudo e todos por ele. ela só quer encontrar-se. ela só quer voltar a ser o que era antes de o conhecer. ela quer voltar a reconhecer-se. quer voltar a ser feliz sem precisar dele. ela quer esquecê-lo, mas parece que alguma força sobrenatural está constantemente a empurrá-lo para o caminho dela. ela só quer de volta toda a alegria que perdeu. ela só quer ser o que era antes. sem medos ou incertezas. sem lágrimas ou noites sem dormir. sem pensamentos que a atormentam. sem se sentir perdida. ela só quer de volta o seu rumo. ela quer voltar a sentir-se verdadeiramente feliz. ela quer que ele volte a ser apenas um rapaz na escola. apenas um amigo no facebook. apenas um contacto no telemóvel. ela quer que tudo volte ao normal. ela quer que o mundo volte a ser como ela o conhecia. no entanto, ele é muito mais que isso. por mais que ela negue, ele é aquele que ela quer do seu lado. ele é aquele que a faz feliz. que a faz sofrer. que a faz sorrir. ele é aquele que ela ama. aquele que fez com que ela se perdesse.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

a thousand reasons.

a forma como ele olha para ela. a forma como os olhos dele brilham quando a vê. a forma como os olhos dele brilham quando se encontram com os olhos dela. aquele olhar carinhoso que ele tem para ela. o sorriso dele. aqueles sorrisos verdadeiros e genuínos. aqueles sorrisos bobos e sem razão. a forma como ele fala com ela. a calma e a doçura na voz dele, que não deixam enganar. toda aquela química e cumplicidade existente no ar. aquelas trocas de olhares. os sorrisos. tudo entre eles parece tão mágico. tão apaixonante. tão verdadeiro. mas é, ao mesmo tempo, tão complicado. tão confuso. tão misterioso. os ciúmes. onde há ciúme há amor. e está mais que óbvio que ele morre de ciúmes. a forma repentina com que ele se aproximou. mostra que ele já o queria fazer. mas havia algo que ele temia. mas agora. agora que ele se aproximou dela é tão evidente a química. a cumplicidade. a conexão. aquela faísca. o sorriso nervoso dela quando o vê. o olhar brilhante dele quando olha para ela. o sorriso brilhante dele quando a vê sorrir. o olhar carinhoso dela quando fixa os olhos dele. tudo os torna tão perfeitos. tão verdadeiros. tão apaixonantes. os sorrisos que trocam quando se vêm são capaz de iluminar uma sala inteira. porque há algo mais ali. porque entre eles há algo mais que uma pura amizade. há algo que os prende um ao outro. que faz surgir a química e a cumplicidade. que faz surgir os sorrisos e os olhares. que a faz corar. que o faz sorrir nervoso. que faz os olhos deles brilharem sempre que se vêm. é algo que não se pode ver, mas que se sente. é algo que os une. é algo mais que química. mas a que eu não chamaria amor. é algo que os prende um ao outro, mesmo que eles não o saibam. é algo mais que um fraco. é algo que parece um gostar especial. é, certamente, algo especial e único, que apenas eles têm.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

with you.

e estar ali. do teu lado. contigo. olhar nos teus olhos. ver o teu sorriso. ver-te sorrir para mim. uma, outra, e outra vez. vezes e vezes sem conta. era capaz de o fazer o dia inteiro. ouvir a tua voz e a forma como o meu nome soa bem dito por ti. olhar os teus olhos e perceber a falta que isso me fazia. fazer-te sorrir, e ver-te sorrir para mim. fazia-me tanta falta. estar contigo. sem problemas. sem discussões. sem medos. sem maus pensamentos. apenas sorrisos. olhares. falarmos normalmente. como amigos. como gente que se dá bem. todas as bocas foleiras. as trocas de olhares. os sorrisos. a forma como nos sentámos distantes e acabámos colados. a forma como tive de me esticar para te dar um beijo na cara. a vontade inexplicável que tinha de te beijar, de te abraçar. ter as pernas a tremer. o coração acelerado. tudo apenas por estar ali. encostada a ti. sentir-te bem perto de mim. cheirar o teu perfume. é tão bom. faz-me tão bem. nesses momentos, por mais pequenos que sejam, estou feliz. de verdade. do teu lado é impossível não sorrir. porque me faz bem estar contigo. tu fazes-me bem. é como se os problemas fossem embora. como se toda a gente se fosse embora. somos só nós os dois ali. presos numa bolha. tudo isso me faz pensar que ainda há uma chance para nós dois. que ainda tenho hipóteses de ficar contigo. que ainda podemos ficar juntos. contra tudo o que os outros pensam. e não há nada que eu queira mais que isso. estar contigo. enfrentar o mundo todo, do teu lado. mostrar a toda a gente que somos mais fortes do que pensam. mostrar a todos os que duvidaram que conseguimos estar juntos. mas, acima de tudo, estar contigo. apenas estar contigo. eu e tu. como antes. ter o teu abraço. o teu casaco. o teu beijo. estar contigo. isso faz-me falta. tu fazes-me falta. estar contigo faz-me falta. ter o teu abraço faz-me falta. poder dizer que és o meu namorado faz-me falta. tu fazes-me falta. porque eu te amo.

sábado, 14 de setembro de 2013

one year.

antes de mais, Olá! a todos. tal como em todos os outros textos vou escrever em minúsculas, peço desculpa, não gosto de letras grandes. este não vai ser um daqueles textos grandes e sentimentais. mas sim um texto de agradecimento. por isso, obrigada. um enorme obrigada a todos os que têm estado do meu lado à já um ano. obrigada por pararem o que estão a fazer e ficarem sentados em frente a um ecrã de computador a lerem os desabafos e os sentimentos de uma adolescente idiota e apaixonada. obrigada por todos os comentários e opiniões. obrigada por todo o apoio. obrigada por todos os conselhos. obrigada por estarem sempre aí, à distância de um clique. provavelmente a maior parte de vocês não faz ideia do quão isso é importante. saber que a cada novo texto que publico vou ter alguém do outro lado do monitor que me vai compreender, que não me vai julgar e que sabe o que estou a sentir. tudo isso é importante. todo o apoio que me têm dado ao longo deste ano. todos os incentivos. obrigada por aturarem os meus desabafos idiotas e por serem para mim tal como um diário, ou um melhor amigo virtual. é realmente bom saber que aqui posso desabafar com vocês sem qualquer timidez ou confusão ao escolher as palavras. porque faz exatamente hoje um ano. porque há um ano atrás eu estava sentada no meu sofá, com o computador no colo, na dúvida se deveria ou não publicar aquele texto. mas acabei por respirar fundo como se a ingerir uma dose de coragem. e carreguei no botão. publiquei. correu bem. e desde esse dia que eu uso o blog como um diário. para me expressar. para desabafar. para,  de certa forma, compreender o que sinto. porque a maior parte das vezes nem eu compreendo o que estou a sentir. mas todas essas vezes, em que a dúvida e a incompreensão me matavam por dentro, lá estavam vocês. do outro lado do ecrã, a ler o que sinto. como que a ler o meu coração. como que a ler os meus pensamentos. obrigada por suportarem os meus desabafos, as minhas tristezas, as minhas alegrias, os meus sentimentos, as minhas dúvidas e as minhas crises. pode não parecer mas é muito importante ler todos os vossos comentários e ver todas as views e o alcance que o blog tem. muito obrigada por estarem do meu lado e por me suportarem. vocês são os melhores.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

one in seven billions.

um, és um em sete biliões de pessoas. és o único que quero. és o único de que preciso. és o único que amo. é nos teus braços que eu quero estar. é o teu beijo que quero sentir. é o teu " amo-te " que quero ouvir. são os teus olhos os que procuro. é em ti que penso. é contigo que eu gosto de estar. é de ti que tenho saudades. é do que tinha contigo que tenho saudades. é de olhar nos teus que tenho saudades. é de ser a razão do teu sorriso que tenho saudades. é de te ver sorrir que tenho saudades. é de ter o teu abraço que tenho saudades. porque quero estar nos teus braços. quero tocar os teus lábios. quero brincar com o teu cabelo. quero olhar nos teus olhos e dizer-te que te amo. quero agarrar-te e nunca mais te largar. quero tudo de volta. tudo. os beijos na testa. os beijos no pescoço. os teus lábios nos meus. o teu sorriso quando eu sorria. olharmos um para o outro e só desviares o olhar quando eu olhava para o chão, visivelmente corada. voltar a ter as nossas brincadeiras. sentar-me no teu colo. andar de mão dada contigo. as cenas de filme em que nos beijávamos no meio da escola e não parecia existir mais ninguém ali. passar a tarde a falar contigo. ter a tua respiração no meu pescoço e os teus lábios na minha bochecha. a tua voz no meu ouvido. os teus dedos entrelaçados nos meus. a tua mão na minha cintura. faz-me tudo tanta falta. e custa tanto sonhar contigo, acordar e perceber que tu não vais estar lá. acordar e ver que já não há mensagens tuas a desejar-me um bom dia. ir dormir sem antes ter lido uma mensagem de boa noite terminada com um "amo-te". já estava habituada a isso. já se tinha tornado rotina. e agora faz falta. faz falta chegar à escola, ver-te e saber que posso ir correr para os teus braços. faz falta ver-te sorrir e saber que sou eu a razão desse sorriso. e eu quero isso de volta. tudo isso. porque isso me faz bem. me faz feliz. me faz sentir especial e importante. porque gosto de ler um amo-te. porque gosto de estar contigo. porque me sinto bem contigo. porque te amo. como nunca amei ninguém. porque te quero ao meu lado. hoje, amanhã e enquanto durar. porque não quero que as coisas acabem assim, tão depressa. porque cada vez que passas por mim, eu sorrio, involuntariamente. porque, e a verdade é essa, ainda não te esqueci como tu julgas. porque os teus olhos verdes e esse teu sorriso é o suficiente para que as minhas pernas tremeram, para que a minha respiração falhe e se torna descompassada e para que o meu coração acelere. e, na minha opinião, isso é amor. verdadeiro, complicado e, tal como nós, idiota. mas é amor.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

love story

tal como qualquer história de amor, esta também começa com um " era uma vez ". tal como qualquer história que começa com " era uma vez ", esta também tem príncipes e princesas. tal como qualquer história que se conte, esta também tem heróis. era uma vez um príncipe e uma princesa. ela era uma princesa disfarçada, daquelas que troca os saltos pelos ténis e os vestidos de balão pelos skinny jeans. ele era um herói disfarçado também. um herói improvável, que acabou por se tornar a vida dela. a princesa apenas precisava de amor. amor esse que aquele príncipe nunca antes visto lhe traria. mas nem tudo nesta história é como nas outras. ela era uma princesa disfarçada, não se esqueçam. uma princesa teimosa. uma princesa que não sabe o que sente. ele era um herói disfarçado, por isso a princesa não acreditava. ela dava-lhe para trás, dizia que não e negava todos os sentimentos escondidos. mas quando o príncipe se afastou, a princesa apercebeu-se que ele fazia falta. ela percebeu que os dias dela já não eram a mesma coisa sem aquele rapaz de olhos castanhos esverdeados. ela percebeu que, afinal, gostava mesmo dele. durante sete meses eles ainda iam brincando aqui e ali. eles mandavam indiretas aqui e ali. mas aquela noite mudou tudo. ela não o via à dois meses e naquela noite ela não esperava vê-lo lá. eram dez e meia da noite quando ela chegou ao recinto da festa para se encontrar com as amigas. no mesmo instante as amigas correram até ela e largaram a bomba " o teu amigo está cá. ". ela não estava à espera disso, mesmo sabendo que havia essa possibilidade e mesmo sendo esse o seu maior desejo: vê-lo. ela não esperava isso. foi a " melhor noite da minha vida ", as raparigas disseram. e havia sido. uma noite de trocas de olhares, de trocas de sorrisos, de provocações. uma noite para matar saudades. uma noite memorável. ele sorria quando olhava para ela. ela sorria quando olhava para ele. a química e a faísca ainda ali estava. não tão forte como antes, mas estava. era notável a atração, pela parte de ambos. a noite passou-se. o contacto visual durou horas, cinco horas. sempre a olharem um para o outro, sempre a observar e a captar todos os detalhes um do outro. a noite passou-se e eles tiveram uma despedida digna de filme. os olhos dela fixos nos olhos dele. os olhos dele fixos nos olhos dela. mesmo que à distância, só deixaram de se fixar quando já não se conseguiam ver. o dia seguinte passou-se, mas ela não conseguia tirar aquela noite perfeita do pensamento. esperava que a noite daquele dia fosse, pelo menos, tão boa como a anterior. felizmente, a noite daquele dia revelou-se ainda melhor. ela não esperava vê-lo. mas, mesmo assim,  não deixou o seu lema para trás: dress to impress. mas ele estava lá. tal como no dia anterior, ele estava lá. as trocas de olhares repetiram-se, aliás, ainda aumentaram. as trocas de sorrisos ainda foram maiores. eles chegaram a conversar. ela viu mais de perto aquelas orbes castanho com um toque suave de verde. ela viu mais de perto aquele sorriso que ela tanto ama. ela viu mais de perto aqueles lábios que ela tanto deseja tocar. eles falaram. ela ouviu a voz que tanto ansiava ouvir. uma partida, uma brincadeira. " olha... para a frente se não cais. ", seguido de um sorriso divertido e brincalhão. para mim, foram apenas desculpas. até mesmo a desculpa do amigo ele usou. mas mesmo assim, aquela foi a melhor noite da vida dela. eles falaram. tal como nos velhos tempos, ele brincou com ela. e isso fez-a feliz. mesmo que apenas por uma noite. isso fez com que ela percebesse que o que ela sente por ele, não é um gostar muito, é amor. verdadeiro, surpreendente e, segundo ela, errado. mas é amor. de verdade. como nas histórias. porque esta é  uma história. uma história de amor. não é como as outras, porque esta não tem fim. não como as outras em que o príncipe e a princesa se conhecem, dançam, apaixonam-se e casam-se. mas uma daquelas em que o príncipe e a princesa se conhecem, falam, brincam, afastam-se, a princesa sofre, mas depois tudo ficam bem, porque eles voltam a falar. porque apenas ouvir a voz dele, apenas ver o seu sorriso, apenas fixar os seus olhos, a faz feliz. a faz sentir-se bem. esta história, é certo, não é como as outras. mas ainda tem a magia das outras, ainda tem os príncipes e as princesas e os heróis, ainda tem amor.    

terça-feira, 27 de agosto de 2013

somos apenas pessoas que se conhecem.

há alguns dias atrás perguntaram-me sobre ti. honestamente, fiquei alguns minutos a olhar para o ecrã do computador. sem saber o que responder. afinal, somos apenas pessoas que se conhecem. já fomos tudo, e agora somos nada. fomos namorados. daquele tipo de namorados que brincavam como retardados, se protegiam como irmãos e se amavam de verdade. o pior de tudo, é que tantos meses depois eu ainda gostava que fossêmos alguma coisa. no entanto, não passamos de pessoas que se amaram. que trocaram beijos, abraços, olhares e sorrisos. que eram (per)feitas uma para a outra. mas tudo isso ficou no passado. e agora, pássamos de tudo, para nada. e custa. custa ver-te sem te poder agarrar, quando a vontade é abraçar-te e nunca mais te largar. custa ver-te e não te falar, quando antes falávamos horas a fio. custa não te ter aqui. por mais errado que seja. por mais idiota que seja. eu ainda te quero do meu lado. porque estiveste lá nos bons e nos maus momentos. porque me fizeste feliz. porque foram as melhores alturas da minha vida. e agora dói. dói saber que já não pensas em mim. dói ver que já não falamos todos os dias. aliás, nem todos os dias nem em dia nenhum. simplesmente, não falamos. e honestamente eu não sei como é que chegámos a este ponto. não sei como é que deixámos que o amor se transforma-se num pseudo-ódio. eu admito, ouvir a tua voz no outro dia ainda me fez sentir arrepios. ainda me fez sorrir de forma idiota e apaixonada. ver-te no outro dia ainda fez o meu coração acelerar. ainda fez as minhas pernas tremerem. ainda me fez sentir borboletas no estômago. senti-me feliz só naquela fração de segundo em que te vi sorrir. tal como nos velhos tempos. em que bastava ver-te sorrir para ficar feliz. em que bastava estar contigo para me sentir bem. na altura em que passeávamos como retardados apaixonados: de mão dada, sorriso no rosto e felicidade no olhar. a meio de brincadeiras e parvoíces. como duas crianças. abraços apertados e beijos apaixonados à frente de todos, porque não havia medo de mostrar o que sentíamos um pelo outro. agora simplesmente passamos um pelo outro. olhamos-nos pelo canto do olho e continuamos a andar, como se fossemos desconhecidos. no final somos mesmo apenas pessoas que se conhecem. pessoas que já partilharam uma história. pessoas que já se amaram. pessoas que foram felizes juntas. pessoas que brincaram e teimaram um com o outro. pessoas que passavam todos os minutos possíveis juntas. pessoas que para além de namorados, eram melhores amigos. pessoas que se amavam e que não tinham medo de o demonstrar. vê agora onde é que viemos parar. não pela primeira vez, talvez pela segunda, até mesmo terceira. agora somos pessoas que passam uma pela outra e mal se olham. agora somos pessoas que não se falam. somos pessoas que até chegam a evitar-se. não passamos de pessoas que se conhecem. e isso dói, porque já fomos pessoas que tiveram uma história. talvez até mesmo a história mais bonita que conheço.

sábado, 17 de agosto de 2013

...

sim. sim, mudei. é o que tu dizes e tens toda a razão. já não sou aquela rapariga ingénua que acreditava em todas as palavras que lhe diziam. já não sou aquela rapariga que confiava em toda a gente. já não sou aquela rapariga que é simpática para todos. já não sou aquela rapariga que fala abertamente com todos. não, não o sou. porque tive que mudar. chama-se proteção. se não mudasse iria continuar a acreditar em tudo o que me diziam, ia continuar a confiar em todos. e ia desiludir-me. sempre. uma, outra e outra vez. com pessoas diferentes. e eu não vou deixar isso acontecer novamente. eu não vou voltar a passar noites a chorar por causa de desilusões. por causa de palavras. não vou. tudo isso me tornou mais forte, mais fria e menos ingénua. sim, sou antipática para pessoas que já me trataram bem. se calhar se elas não me tivessem desiludido eu não o era. sou antipática para pessoas que insistem, porque nem sempre ser persistente te leva a algum lado. sou antipática porque mais vale ser fria, curta e direta, do que estar com rodeios e não dizer tudo de uma vez. sim, por vezes as pessoas magoam-se. mas não há absolutamente nada na vida que tu faças que não magoe ninguém. sim, eu mudei. tornei-me fria, antipática e desconfiada. apenas para aqueles que não me são próximos, é certo, mas mudei. porque estou farta de me desiludir. porque estou farta de sofrer. porque estou farta de chorar. não crio ilusões para não me desiludir. não acredito no " para sempre ". é tudo farsas. mentiras. que só acabam em mágoa. em desilusão. em lágrimas. o tempo passa, a ferida cura. mas basta lembrarem-te disso que volta a doer. porque o tempo passa, mas a ferida não fica completamente curada. e nós, seres humanos tão vulneráveis insistimos em abrir as feridas quase curadas dos outros, e em deixar que abram as nossas. mas eu não quero isso para mim. não quero que voltem a tocar nas minhas feridas. não quero senti-las doer outra vez. não quero voltar a fraquejar. não quero voltar a sentir-me vulnerável. porque não gosto dessas sensações. não gosto que as feridas antigas voltem a doer, porque junto com essas feridas antigas vêm memórias. memórias do tempo em que o tinha. não quero voltar a fraquejar, ou a sentir-me vulnerável, porque é difícil ultrapassar isso. é difícil levantares-te e construíres uma muralha à volta de ti, à volta do teu coração. tudo para te protegeres. sendo que bastava uma pessoa. com um único gesto ou uma única palavra para destruir toda aquela proteção. mas às vezes faz falta. às vezes, e por mais que negue, faz falta um abraço apertado na altura certa. faz falta um beijo na testa. faz falta ter alguém ali. alguém com quem possa desabafar. alguém com quem possa ter aquele silêncio bom, em que não é preciso nada sem ser olhares. faz falta ter alguém ali que limpe as lágrimas. alguém que nem sequer as deixe cair. alguém que saiba como tratar outra pessoas. e é nesses momentos que a vulnerabilidade e a fraqueza voltam. porque, na verdade, somos todos vulneráveis. estamos todos à mercê de toda a gente. porque basta uma palavra para que a muralha desabe. e sim, sim eu mudei. mas foi necessário. prefiro ter mudado e, mesmo que não me sinta bem com isso, magoar do que ser magoada. desculpa, mas nestas alturas temos de ser egoístas. e eu cansei-me de me preocupar mais com os outros do que me preocupo comigo mesma. por isso, isso acabou.

sábado, 3 de agosto de 2013

a thousand questions.

E do nada, milhões de perguntas apoderam-se do meu pensamento. Porque é que as coisas tiveram que ser assim? Porque é que és tu o rapaz que conquistou o meu coração? Porque é que não podemos voltar ao dia 13 de novembro e vivê-lo eternamente? Porque é que a vida nos dá e logo de seguida nos tira a felicidade? É que dizem que somos nós que escolhemos quem faz parte da nossa felicidade. Eu não te escolhi, mas apartir do momento em que me apaixonei por ti, tu tornaste-te aquela coisinha essencial para que eu fosse feliz. Foram tantos bons momentos. São tantas as memórias que ainda guardo. São tantas as perguntas que ainda assombram o meu pensamento. Ainda tens a minha foto? Ainda pensas em mim? Ainda te lembras do que vivemos juntos? Ainda te lembras das nossas conversas? Ainda te lembras do quanto eu amava, e ainda amo, os teus abraços? Acredita, não estou a brincar quando digo que são os melhores do mundo. Porque são mesmo. És dono de um abraço que faz qualquer um sorrir. Que faz qualquer um sentir-se protegido. E ainda assim, tanto tempo depois, eu ainda te quero aqui. Do meu lado. Para me beijares a testa, o pescoço e os lábios. Para me dares um abraço apertado depois de um beijo e para me surpreenderes com um abraço pela cintura quando estou a andar. Para que possamos conversar como antes. Para que me ofereças o teu casaco num dia frio e chuvoso. Para que me faças sentir especial. Preciso de ti aqui. Do meu lado. Comigo.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

confused.

sinto-me confusa. honestamente, nem sei o que fazer. tudo na minha cabeça está uma autêntica confusão. acho que te amo, mas ele não sai da minha cabeça. quando eu e tu estávamos juntos não tinha dúvida nenhuma do que sentia por ti. mas será possível que, quando o vejo, ele ainda faça o meu coração acelerar e o nervosismo aparecer. coisa que tu não fizeste quando te vi. quando o vi, não conseguia parar de olhar para ele. queria sempre saber onde ele estava. e isso não aconteceu contigo. ainda não sei o que fazer. ainda não sei o que sinto. sei que te amei, sei que o amei ele. de maneiras diferentes, obviamente. ele foi o meu primeiro amor verdadeiro. e eu esqueci-o. mas, por vezes, dou por mim a pensar naquilo que vivi com ele. e não naquilo que vivi contigo. quando penso que já vi a pessoa que amo chorar e que me deu um enorme aperto no coração, penso nele. o estranho é que também já te vi chorar. quando penso no melhor beijo da minha vida, penso nele. quando me quero lembrar de um namoro, lembro-me do que tinha com ele. não que tenha esquecido o que passei contigo. não esqueci. mas as memórias que tenho com ele insistem em não abandonar o meu pensamento. e isso mexe comigo cá dentro. mexe com o meu coração. deixa-me confusa. cá dentro, acho que não te esqueci. mas dou por mim a pensar nele. naquele que julgava já ter esquecido. já não sei de nada. não sei o que sinto por ele. não sei o que sinto por ti. dizem que o primeiro amor nunca se esquece. será essa mesmo a realidade? será isso que me está a acontecer? quando tive contigo, as reacções foram normais. o meu corpo não teve nenhum indício estranhos. mas quando o vi. quando olhei para ele novamente, o meu coração acelerou de uma maneira inacreditável. as pernas tremeram. e um sorriso apareceu. foram sensações indescritíveis. dou por mim a pensar nele a meio da noite, quando há uns meses pensava em ti. dou por mim a sonhar com ele, quando antes sonhava contigo. e tudo isto é tão confuso que chega a doer. cá dentro, no coração, dói imenso. preciso de ajuda para me compreender a mim mesma, para compreender o que vai cá dentro. ler o que escrevia para ele ainda me toca. ler o que escrevi sobre ti faz-me pensar nele. o meu coração deseja vê-lo. e ver-te a ti é-me indiferente. e custa imenso. custa imenso sentir que estou a voltar ao fundo do poço, donde pensava já ter saído. quando estive contigo, em altura alguma pensei nele. mas agora, sem ti, penso nele. penso imenso nele. no que vivi com ele. no quanto sorri com ele. no quanto o amei. no quanto os meus momentos com ele eram mágicos. no quanto me senti amada. no quanto as coisas entre mim e ele era especiais. naquilo que ele fazia. na maneira como ele me tratava. nas minhas conversas com ele. e depois comparo as coisas. por mais errado que seja, o meu coração rebelde começa a comparar as coisas. e aí noto que fui mais feliz com ele do que contigo. que o amei mais do que te amei a ti. que os meus momentos com ele tinham muito mais amor. não digo que não me tenhas amado. mas, mesmo tu sendo mais velho que ele, eras, ao mesmo tempo, mais novo. de uma maneira estranha, mas bastante real e confusa. porque, no final das contas, é como é a realidade. confusa. tal como eu. confusa. sem saber o que pensar. sem saber o que sentir. sem parar de pensar nele. sem parar de sorrir quando penso nele. pensar nele é instintivo. fechar os olhos e vê-lo ali é obra do meu cérebro desobediente. fechar os olhos e ver-te lá é impossível. pensar em ti já praticamente não acontece. e eu sei que pode magoar ler isto, mas acho que também é impossível vivermos sem magoarmos ninguém. se eu escolhesse, faria as coisas de maneira diferente. se eu escolhesse, não estaria assim. e é por isso que me questiono. porque é que as coisas tem de ser assim? porque é que eu não podia simplesmente esquecer os dois? porque é que ele tinha logo de preencher novamente o meu pensamento? será que tu já fazes parte do meu passado? será que é possível esquecê-lo, apaixonar-me por ti, esquecer-te e voltar a apaixonar-me por ele? ou será apenas a saudade a falar mais alto? será apenas esse maldito sentimento a tomar conta do meu coração? saudade é normal. e mais normal ainda é sentir saudades do tempo que tive com ele. porque era feliz, não que não o tivesse sido contigo, mas o meu coração parece dizer-me que fui mais feliz com ele. porque me sentia amada, sim, também o sentia contigo, mas não era a mesma coisa. nada é a mesma coisa. tu ainda tens muito a crescer e ele, mesmo sendo mais novo que tu, parece ter mais mentalidade. ele parecia saber o que as raparigas gostam. eu sabia tudo sobre ele e, ainda agora, não sei tudo sobre ti. as atitudes que ele tinha eram diferentes. ele sabia tudo sobre mim e, quando eu quis que nós nos conhecêssemos melhor, tu disseste que já sabias sobre mim tudo o que te interessava. e isso sempre me intrigou. ele abria mão de tudo para estar comigo. enquanto tu me mandaste à cara que não estavas com os teus amigos para estares comigo. ele nunca me fez isso. ele nunca o faria. ele magoou-me. mas, de certa forma, tu magoaste-me mais. talvez por tu teres duvidado do que eu sentia. enquanto ele me pedia desculpa por as coisas terem de acabar. continuo sem saber o que sinto. mesmo depois de tudo isto. continuo a sentir-me confusa. sem saber o que fazer, dizer ou sentir. sem saber distinguir o certo do errado. o amor da saudade. sem perceber se esquecemos ou não o nosso primeiro amor. sem perceber o porquê de te comparar a ele. sem perceber o porquê de pensar nele. sem perceber o porquê de ser ele a invadir os meus pensamentos a meio do dia. sem perceber o porquê de ser com ele que eu sonho. continuo a precisar de ajuda. continuo a não compreender-me. continuo a precisar que clarifiquem a minha mente. continuo a precisar de um sinal. e ficarei à espera dele o tempo necessário. até que ele apareça. esperarei eternamente, se necessário. apenas quero que tudo se torne claro. apenas quero perceber o que sinto. custe o que custar. quero saber quem sou. o que sinto. quem amo. quem já esqueci. mas sinto que não sou capaz de o fazer sozinha. também não sou capaz de o fazer com algum de vocês os dois por perto. pois iria sempre perder-me na imensidão dos seus olhos verdes. e continuaria sem saber o porquê de o fazer. e dói. dói imenso cá dentro. mas talvez seja o necessário. dias maus são precisos para que os bons valham a pena. talvez seja isto que está a acontecer. talvez esta vontade estúpida de chorar sem razão vá embora. talvez a confusão vá embora. será pedir demais? será demais pedir para que tudo isto passe? será demais pedir uma pausa, um tempo sem problemas? será isso pedir demais? será demais pedir para ser feliz? é a única coisa que eu quero. ser feliz. sem problemas. sem paixões. sem amores. sem nada para atrapalhar. apenas eu, a minha felicidade, e aqueles que têm de estar na minha vida. aqueles que nunca me magoaram. é só com esses que eu quero contar. é só desses que eu quero depender. mais ninguém. apenas eu, esses e o resultado disso, felicidade. sem confusões. sem misturas de sentimentos. sem nada disso. apenas felicidade. é a única coisa que quero.

sábado, 29 de junho de 2013

tired.

estou cansada. de ti, de nós, de tudo. aquilo que pensei que ainda se pudesse resolver está a conquistar dimensões enormes. dizias que nunca me irias desiludir, e desiludiste. dizias que nunca me ias fazer chorar, e fizeste. dizias que nunca me ias magoar, e magoaste. e para mim chega. chega de sofrer. chega de chorar. chega de desilusões. porque eu estou farta de sair desiludida. aparentemente estou bem e não me importo. mas eu importo, e muito. porque tu não imaginas o que custa saber que duvidas do que sinto por ti. eu é que mudei? my friend, sim, eu mudei. eu cresci. deixei de acreditar em palavras. agora, se as quiser, compro um dicionário. contigo aprendi a voltar a confiar, e depois tu vais e desiludes. é como um ciclo viciante em que o meu coração entrou e, por mais que tente, não conseguiu sair. eu sempre soube, e eu disse-te, que não acredito no 'para sempre'. mas acreditava na confiança. e tu não a tiveste em mim. a base de qualquer namoro é, para além do amor, a confiança. e tu não confiaste em mim. e isso dói. dói porque em vez de desabafares comigo sobre os teus problemas, tu descarregas em mim. falas mal comigo. e eu canso-me disso. canso-me de que não confies em mim, sendo que eu confiaria em ti. canso-me de que desconfies do que sinto por ti, sendo que eu nunca desconfiei do que dizes sentir por mim. diz-me, honestamente, como é que foste capaz de o dizer. como é que foste capaz de desconfiar de mim. e, já agora, porque. qual é a razão para achares que eu te usei. eu, que te olhei nos olhos e disse ' eu amo-te '. eu, que sempre tive do teu lado, nos bons e maus momentos. e tu praticamente me deste uma facada nas costas. mas essa ferida, como qualquer outra, vai curar rapidamente. e de uma coisa eu te garanto: eu e tu, não há maneira de existir novamente. quando tu te aperceberes, já eu fui embora. e quando eu for embora, não volto mais.

sábado, 1 de junho de 2013

I can't describe it...

é o coração a bater mais rápido. o sorriso involuntário a aparecer. o nervosismo. mas, ao mesmo tempo, a descontração. sei que perto de ti posso ser eu própria. sei que posso rir de coisas parvas, e de coisas que não têm piada nenhuma. sei que posso cruzar os braços e bater o pé por causa dos ciúmes e que tu vais chegar, me agarrar e começar a dar beijos no pescoço. porque sabes que é essa a minha fraqueza. depois vais chamar-me de ciumenta, e dizer que não tenho razão para o ser. contigo sei que estou bem. sei que vou ser feliz. sei que me vou rir. sei que vou ser eu própria. porque tu aceitas-me como sou. com os defeitos e com as qualidades. tu amas-me assim, tal como eu te amo a ti, com todos os teus defeitos e qualidades. ah, e é completamente impossível pensar em ti e não sorrir. tu mudas-te a minha vida, no sentido positivo, obviamente. era como se vivesse num filme a preto e branco e depois chegas tu, com uma caixa de lápis de cor e felicidade. e tenho de admitir que ao início não percebia as coisas. não percebia o que sentia. estava confusa. até que, num momento, tudo se tornou claro para mim. bastou o pequeno e simples toque dos nossos lábios para o meu coração acelerar. nada mais parecia existir naquele momento. apenas nós dois. e foi aí que eu percebi. não era apenas amizade, um fraco, uma queda ou um abismo. era amor. puro e verdadeiro. e a cada dia que passa esse sentimento cresce. com todos os beijos, todos os abraços. com as brincadeiras, as "brigas", os ciúmes. com o tempo que estamos juntos. com as conversas. com as mordidelas. com os arranhões. com os beijos no pescoço. as frases sussurradas ao meu ouvido. tudo isso faz com que o que eu sinto por ti cresça cada vez mais. já não me imagino sem ti, por mais clichê que isso seja. é incrível como em pouco mais de um mês tu me tornas-te a rapariga mais feliz do mundo. todos os que estão perto de mim dizem que eu mudei desde que estou contigo. e mudei. agora estou feliz. feliz de verdade. porque tu fazes-me sentir assim. feliz, protegida, segura. fazes-me sentir importante. fazes-me sentir amada. I don't care what they say, I'm in love with you. nada melhor descreve o que nós temos. porque eu não quero saber do que dizem. não quero saber dos defeitos que põem. não quero saber dos obstáculos. não me importa o que os outros acham. porque o que interessa somos nós. nós e os nossos momentos juntos. sozinhos ou com mais, whatever. e tu não tens noção do poder que tens em mim. os beijos no pescoço, as frases sussurradas no meu ouvido, sentir o teu coração bater, ter a tua respiração no meu ouvido. são as melhores sensações de todo o mundo. os teus braços na minha cintura, o teu queixo nos meus ombros. os meus lábios nos teus. nada supera isso. nada supera o que nós temos. porque é especial e único. é nosso.

domingo, 19 de maio de 2013

I know that she will be happy

hey princess, bem eu sei que não estavas à espera disto. mas senti necessidade de o fazer. é que, por mais que digas que não, ainda não me convenceste que já não sentes nada por ele. e lembras-te daquele excerto da música do FredFox, "só queria o teu abraço, mas nem isso eu posso ter". acredita, e nunca desistas de lutar por esse abraço. eu nunca te vi desistir, não é agora que vou. eu sei que a tua altura de seres verdadeiramente feliz vai chegar. sei que vai chegar um principe que te vai fazer desistir dessa vida de curtes e no feelings. se esse principe é aquele por quem estás apaixonada agora, não sei. e aquele abraço que, supostamente, não podes ter, acredita que um dia ainda vais ter aquele abraço só para ti. acredita que, um dia, vais poder deixar de esconder os teus sentimentos. mas sabes uma coisa, esconder os sentimentos não os faz diminuir. pelo contrário, só os faz crescer ainda mais. e ainda te traz uma adrenalina adicional. a adrenalina de fazer as coisas à escondidadas. a adrenalina de estares à fazer algo que supostamente é proibido. mas não é. amar não é proibido. lutares pelo que queres também não é proibido. curtires a vida, mesmo que faças algo errado, também não é proibido. aliás, acontece. as pessoas eram, apercebem-se disso e, muitas delas, ainda voltam a errar. mas é a isso que se resume a vida. a cair, levantares-te, voltar a cair e voltares a levantar-te. por mais que sejam os que te empurram na queda e os que te ajudam a subir, a pessoa que mais te ajuda a levantar és tu própria. com a tua força interior, com a tua força de vontade. por não desistires, por não deixares de lutar por aquilo que queres, por não deixares o medo de falhar ou magoar alguém é que vais ter força para te levantares. who cares se magoas alguém. só é realmente importante se fores magoar alguém que sabes que nunca na vida te iria magoar. o resto é história. mas toda a história se resume a ti. e sabes que mais, não deixes de lutar pela tua felicidade só porque existem mais pessoas a querer essa mesma felicidade ou porque existem muitas pessoas que iriam estragar essa felicidade por não serem a favor. sabes o que é que fazes a estas últimas, levanta-lhes o dedo e continua o teu caminho, de olhos postos no teu objetivo. os verdadeiros permanecerão sempre do teu lado enquanto estiveres de pé. e serão os primeiros a ajudar-te quando caíres. não te esqueças disso. e não te esqueças também que na tua vida, és tu quem manda. por isso vai, luta, corre atrás. nada nem ninguém te pode privar da felicidade. não interessa se é hoje, amanhã, ou depois, mas eu sei, eu acredito que tu vais ser feliz. e só preciso que tu também acredites. porque se tu não acreditares, nunca serás capaz de o fazer.

If you spread your wings, you can fly away with me. But you can't fly unless you let your, you can't fly unless you let yourself fall. I will catch you if you fall.

sexta-feira, 8 de março de 2013

happiness

Muitas já foram as tentativas falhadas de escrever sobre felicidade... E agora, só agora, percebi o porquê. Felicidade é como o amor verdadeiro. Impossível de descrever. Mas se perguntarem o que constrói a minha felicidade, eu sei dizer a fórmula perfeita. Porque a minha felicidade constrói-se com base nas pequenas coisas. Tais como um sorriso de quem amo, uma gargalhada sonora daquela amiga super divertida. Coisas como um aabraço no momento certo, uma voz, mesmo que ao longe. De certa forma, a minha felicidade, constrói-se também com base na felicidade dos outros. Afinal de que vale ser-se feliz, se aqueles que te rodeiam e aqueles que amas não o são? De que te vale seres feliz se não tens com quem partilhar toda essa felicidade? Por isso é que eu digo e repito as vezes que forem precisas que a minha felicidade é feita de pequenas coisas. É feita de sorrisos, de trocas de olhares, de momentos, de conversas, de beijos, de abraços. A minha felicidade é uma coleção de momentos bons, momentos muito bons, de momentos perfeitos. Mas também de momentos menos bons. Eu? Sou feliz, de vez em quando e à minha maneira. Mas sou feliz. Uns dias mais feliz que outros. Mas não há nada que possamos fazer para o mudar. Cada um de nós tem a sua fórmula de felicidade. Cada um escolhe o que o faz feliz. Cada um escolhe quem o faz feliz. Esta é a minha fórmula de felicidade, o meu modo de vida e assim, assim eu sou feliz.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

yes, it is a love story. ♥

ela, ela é uma simples rapariga. e ele, ele é um simples rapaz. e eles, eles eram felizes. felizes de verdade. naquele tempo de brincadeiras. porque foi assim que o "eles" começou. com pequenas brincadeiras, com trocas de olhares, com gargalhadas, com sorrisos, com palavras. e foi assim que o sentimento cresceu. ele dizia que a amava. ela dava-lhe para trás. mas ela não enganava as pessoas próximas dela. via-se o brilho nos olhos dela quando ele se aproximava. via-se um sorriso surgir quando existia uma troca de olhares. mas nenhum deles enganava ninguém. surgiram rumores. surgiram perguntas. "namoras com ele?", ouvia ela várias vezes por dia. a resposta era sempre a mesma, "não". o tempo foi passando. e os momentos entre eles continuaram. dia após dia. eu sei-os todos. mas isso não é razão para dizê-los. as coisas são melhores quando os pormenores não são tornados públicos. mas os momentos repetiram-se. as trocas de olhares repetiram-se vezes e vezes sem conta. dois sorrisos aparecem sempre que eles se cruzam. ela... ela é teimosa. diz que não, quando está à vista de todos. ele... ele é um idiota. não vê o que está à frente do nariz dele. porque eles os dois? tá escrito na testa que se amam. e quem os conhece. quem vê todas as brincadeiras que eles tiveram. quem vê o brilho nos olhos deles. nota-se, nota-se a léguas que eles estão apaixonados. mas nenhum deles o admite. ela, ela tem medo de confessar os sentimentos. quanto a ele já não posso afirmar tanto. mas posso dizer que muito provavelmente ele se deixa levar pelo que ouve, pelo que lhe dizem. e eles... eles são daqueles que embirram um com o outro. são daqueles que chamam nomes um ao outro a toda a hora. eles irritam-se mutuamente. ela chama-lhe otário, imbecil e estúpido. ele manda-lhe com pedrinhas. ela nega milhões de sentimentos. ele esconde-os. que mais há para dizer? eles são, absolutamente (per)feitos um para o outro. não são opostos, mas também não são iguais. eles completam-se. ele faz com que o sorriso dela apareça. e juntos, juntos têm dos mais espantosos momentos de diversão. mas o que fazer quando parece que esses momentos estão cada vez mais longe de se repetirem? tal como já lhe disseram, há que lutar. há que tentar trazê-los de volta. o que ela mais quer é ele. e ele, dá a entender que também a quer. porém, nenhum deles admite. por isso ficam apenas a ver-se passar pelos corredores. ela fica nervosa quando ele está por perto. ele tenta agir com naturalidade. mas existem sempre pessoas que reparam nos pormenores. pormenores esses que deixam ver que ele fica com um sorrisinho nervoso quando se aproxima dela. ela não acredita em nada do que lhe dizem. ele irrita-se facilmente quando as amigas dela o começam a chamar. eu... eu acho que eles têm uma das mais bonitas histórias de amor. porque provam que nem sempre duas pessoas que se amam estão juntas. ele, ele ensinou-lhe o que era amor. ele fez-a sentir coisas que ela nunca tinha sentido antes. ela sabe reconhecer que ele é diferente de todos os outros. sabe reconhecer que ele é "o tal". ela vai negar tudo o que foi escrito. vai dizer que é mentira. que as trocas de olhares não existem. que ele não tem nenhum sorriso nervoso. e sabem porque? porque ela está demasiado concentrada nos lábios dele para o perceber. mas eu, eu sei o que digo. tal como sei quando escrevo sobre algo. e acreditem, isto, eles, é amor. ♥

tomorrow will be a better day.

ela é apenas uma simples rapariga. ele um simples rapaz. ela viu-o e apaixonou-se. a partir daí, ele tornou-se aquele que parecia ser o 'tal'. e ela, ela sentia que para ele, era apenas uma em biliões. cada dia ela parecia apaixonar-se mais. até que um dia, ele disse-lhe que sentia o mesmo. eles foram felizes. e depois acabaram. mas o que é verdadeiro volta. e voltou. mas o conto de fadas dela depressa acabou, novamente. ele tinha arranjado uma nova princesa. ela estava desolada. tinha-se apercebido que a felicidade pode ir-se embora num abrir e fechar de olhos. ela ficou muito tempo sem ele. e ele, ele mal falava com ela. ele estava-lhe completamente indiferente. e ela cada vez sofria mais. eles trocavam olhares. e havia quem lhe dissesse que ele ainda gostava dela. ela dizia que não, que isso era impossível. mas dentro dela existia uma pequena chama que não se tinha apagado, a esperança de que aquele amor voltasse. e diziam-lhe sempre: "arrisca.". e ela arriscou. era dia doze. doze de novembro de dois mil e doze. o dia em que ela acordou e resolveu que aquele seria o dia. o dia em que ela o teria de volta. o dia em que ela voltaria a ser feliz. e na realidade até foi. mas parece que ele não é o rapaz feito para ela como ela pensava. quer dizer, como ela pensa. a felicidade foi-se embora novamente. ela dizia a todos que estava bem. mas à noite, no silêncio do seu quarto, ela deixava cair todos os sentimentos na almofada, na forma de gotículas cristalinas de água salgada. aquelas que são vulgarmente chamadas de "lágrimas". até que ela se começou a convencer que estava mesmo bem. ela habitou-se a usar aquele sorriso alegre todos os dias. ela habitou-se a fingir que era feliz para não preocupar ninguém. e, durante um certo tempo, ela chegou mesmo a pensar menos nele. mas ultimamente... ela vê-o a passar. eles trocam olhares, mas nem uma única palavra. eles parecem estranhos. ela já o apanhou a olhar fixamente para ela, mas logo ambos viraram a cara. ela não consegue olhar para ele sem relembrar tudo o que passaram juntos. e ela... ela não sabe mais o que fazer, o que dizer. ela não reconhece a pessoa em que ele se tornou. mas mesmo assim. ela continua perdidamente apaixonada por aquele rapaz de sorriso alegre e com um olhar cativante. ele mudou. ela tenta enganar tudo e todos com um sorriso, e, geralmente, ela consegue. ela anda por aí, com um sorriso na cara e a dar uma gargalhada por tudo e por nada. enquanto, por dentro, ela está prestes a rebentar em lágrimas. e ela vai vivendo, na esperança de que "amanhã" seja um dia melhor. ela, tal como sempre, sou eu. e ele... ele é ele.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

I want you back

eu sinto a tua falta. falta das tuas mensagens de bom dia ao acordar. sinto falta dos teus abraços quentes e reconfortantes. falta das nossas brincadeiras. dos teus miminhos. de quando me pegavas às cavalitas porque não me apetecia andar. sinto falta de quando dizias que me amavas. de quando discutíamos quem amava mais. de quando tinha as tuas mensagens de boa noite. sinto falta de quando falávamos o dia todo. de quando andávamos de mão dada pela escola. porque tu, tu fazias-me, e ainda me fazes, feliz. verdadeiramente feliz. contigo eu sentia-me protegida, sentia-me amada, sentia que era realmente importante para alguém. porque sentires que és realmente importante para a tua familia e amigos é diferente. contigo eu sentia borboletas na barriga. eu era feliz, amava e sentia que me amavam de volta. mas, do nada, tudo fugiu. e, nos primeiros tempos, eu tentava convencer-me que estava tudo bem. e não foi à muito tempo que eu me senti a ficar realmente 'sem chão'. foi aí que me percebi que não, eu não te consigo esquecer. percebi que são os pequenos detalhes que contam. e esses detalhes são um abraço apertado no momento certo, um beijo na testa depois de um beijo. esses detalhes estão nas brincadeiras e nas brigas. nas mensagens e nas chamadas. esses detalhes estão no passear de mãos dadas e no irritarem-se mutuamente. esses detalhes estão nuns braços que protegem, num sorriso capaz de iluminar o meu dia, num olhar que me faz apaixonar pela mesma pessoa a cada dia que passa, num beijo apaixonado, numas mãos que brincam, nuns dedos entrelaçados, numas pernas que dão colo, estão em alguém que nos faz feliz, alguém que nos faz amar e que nos faz sentir amados. e esses braços que protegem, esse sorriso que faz sorrir, esses olhos apaixonantes, esse beijo cheio de sentimento, essas mãos que brincam, esses dedos entrelaçados nos meus, essas pernas que dão colo pertencem a quem me faz feliz. pertencem àquele por quem eu me fui apaixonar, àquele que me fez sentir de um modo que nunca ninguém tinha feito. pertencem-te a ti.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

és a única que não vê.

mas será que não percebes? damn girl, és a única que não vê. todos dizem o mesmo e tu insistes em não acreditar. porquê é que tens de ser assim casmurra e teimosa? sabes que o pior cego é aquele que não quer ver e tu pareces ter cegado completamente. mas ainda não viste o sorriso dele quando te vê a passar? ainda não ouviste os gritos de provocação dos amigos dele quando acontece alguma coisa "entre" vocês? achas mesmo que tudo o que ele dizia quando estava contigo era brincadeira? achas? via-se no olhar dele que não era. diz-me lá se te lembras quando caminharam lado a lado, com o braço dele por cima dos teus ombros. achas que ele fez isso porque foi obrigado? ele tinha um sorriso estampado na cara, tal como tu também tinhas. para ser sincera, vocês fariam um casal muito muito muito muitíssimo fofito. e sabes porquê? porque existe sentimento. o sentimento está lá e tu és a única que não quer ver. insistes que quem ama se aproxima e não se afasta, mas nem tudo é assim. achas que ele te provoca só porque lhe apetece? achas que ele tem as atitudes que tem simplesmente porque sim? pensa porra. tudo têm a sua razão de ser. se ele embirra contigo, se ele passa a vida a provocar-te, se ele passa por ti e ri-se, se os amigos dele o provocam quando vocês chocam ou coisa parecida, se ele já arranjou maneira de ir contra ti achas que foi porquê? nunca ouviste dizer que "quanto mais me bates mais eu gosto de ti"? bem, também se aplica a "quanto mais me ignoras/provocas/irritas(...) mais eu gosto de ti". achas que ele se ia preocupar em embirrar contigo, em provocar-te se não quisesses mesmo fazê-lo? e porquê é que as pessoas embirram uma com a outra? porquê é que se provocam mutuamente? porque gostam um do outro. percebes agora? percebes agora o que te têm tentado dizer? vês agora o que têm estado na frente dos teus olhos? vocês os dois são como Tom e Jerry: embirram, provocam, tentam ignorar, negam, mas, lá no fundo, não vivem um sem o outro.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

it's hard to fight these feelings.

aos que viram perguntam porquê, eu passo agora a explicar. não foi o simples facto de o ver chorar, é muito mais que isso. logo em mais uma das nossas trocas de olhares, eu reparei que o olhar dele estava triste, que o sorriso que ele fazia não estava a ser verdadeiro, reparei nos olhos vermelhos dele. baixei a cabeça, não queria ter de o 'enfrentar' quando ele estava naquele estado. sabia que não ia ser capaz. continuei, cabeça erguida e participava animadamente na conversa, de modo que ninguém percebia o que me preocupava. pouco depois, tive a confirmação que os olhos dele estavam realmente vermelhos e tinham uma expressão triste que, de certo modo, eu era incapaz de olhar. a Rute abraçou-me, apenas por abraçar, porque até ali eu ainda não tinha deixado ninguém saber o que me ia no pensamento, o que me angustiava, quais eram as minhas preocupações, os meus medos. reparei também que ele viu esse abraço. mas, pouco depois, baixou a cabeça. e isso eu vi. como qualquer outro aluno segui a professora e cruzei-me com ele, as lágrimas escorriam-lhe pela face e os olhos verdes estavam cada vez mais inchados e vermelhos, à volta. eu não aguentava estar ali. corri, não podia ir para muito longe, mas tinha de ir para um sítio onde não tivesse de te vir, porque eu sabia que não iria aguentar. até que, quando já eu estava mais calma, chegam ao pé de mim, aos gritos, e dizem-me « Bia! Bia! Ele tá a chorar e parece ser grave! Olha que eu não gosto dele e tive para ir falar com ele! ». estava quase a explodir, com as lágrimas a quererem aparecer no canto do olho, gritei eu também « Eu sei! Eu sei! Eu sei! Eu vi e foi por isso que eu vim para aqui! ». mas aí já não deu para resistir mais. porque a razão não é simplesmente ele estar a chorar. é um sentimento de impotência, de incapacidade. é horrível. ver a pessoa que amamos a chorar e não poder fazer nada, nem sequer saber o porquê daquelas lágrimas. isso custa, custa muito. prometer « vou estar sempre lá quando precisares » e não conseguir cumprir, isso custa. mas ninguém compreende. não digo que o resto do mundo não ame de verdade, eu sei que ama, mas todos temos maneiras diferentes de amar. e amar da maneira que eu amo, e depois ver o rapaz que mais amei até agora chorar e não saber o porquê, não poder estar lá para dar um abraço reconfortante e não poder fazer nada para que aquelas lágrimas não caiam é um dos piores sentimentos de sempre. e acreditem, sentir o que eu senti naquela altura, eu não desejo nem ao meu pior inimigo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E se...?

E se eu desaparecesse? Deixasse de ir aos sítios onde ia, deixasse de morar onde moro, mudasse de número, fechasse o facebook, o ask e todas as outras redes sociais. Como seria? Será que darias pela minha falta? Irias reparar que eu já não passeava mais pela escola?  Irias reparar que a minha gargalhada já não ecoava pelos corredores? Irias reparar que a rapariga de sorriso alegre e tímido tinha desaparecido? Aliás,  terias algum tipo de reação? Irias perguntar por mim? Tentar descobrir onde estava, com quem estavas e o porquê de ter desaparecido de repente? Mas... E se algo pior me acontecesse? Se eu desaparecesse mesmo para sempre. Tu sabes, se eu morrer. Terias algum tipo de reação? Chorarias mares ou nem uma única lágrima deixarias cair? Farias luto? Bem, não quero que tenhas reações forçadas. Não quero que digas que tens saudades se isso não for verdade. Não quero que chores se não for essa a tua vontade. Mas pensa lá... Se alguém te ligar a dizer que eu morri. Será que aí vais relembrar tudo aquilo que vivemos? Eu cá duvido. Afinal, se na devida altura e em vida não deste valor, não vai ser quando eu morrer que vais dar. E tudo isto para lembrar-te de uma coisa. Se tens alguma coisa a dizer a alguém diz logo! Se tens alguma coisa que queres fazer faz logo! Se queres mesmo, faz hoje! Amanhã pode ser tarde demais. Por isso aproveita o dia de hoje. Ri hoje! Chora hoje! Comete loucuras hoje! Fala hoje! Grita hoje! Age hoje! Beija hoje! Abraça hoje! Corre atrás hoje! Ama hoje! VIVE hoje!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

thank you for everything ∞

sabes... às vezes dou por mim a pensar o que é que eu fiz para merecer que te colocassem no meu caminho? és um anjo. alguém perfeito de mais e eu, às vezes, não te dou o devido valor. por isso, desde já peço desculpa. desculpa se às vezes não sou o estereótipo de melhor amiga perfeita. desculpa se nem sempre sou a melhor amiga que mereces. desculpa por tudo o que fiz de mal. tu não és uma qualquer, tu és aquela, the one. aquela que eu preciso. és quem me põe um sorriso na cara quando eu preciso. é contigo que eu passo os melhores momentos. é contigo que cometo as maiores loucuras. as maiores parvoíces. os momentos mais divertido foram passados contigo. às vezes, dou por mim a relembrar aquelas brincadeiras que tínhamos nos intervalos no quarto ano... passámos do genérico de Morangos com Açúcar para Turn Up The Music do Chris Brown. os melhores e piores anos da nossa vida foram e estão a ser passados juntos, a adolescência. todos os intervalos no quarto ano, todas as brincadeiras parvas e infantis em 2O1O. foi tipo, brutalíssimo. bla bla bla, 2O11 ._. chorámos baba e ranho em Junho, remember? depois, tivemos o nosso primeiro verão juntas. eu, tu, a cárouu e o jp, os quatro no banco de trás do carro, super apertados, então cantávamos aos gritos e batiámos "palmas" nas pernas. foi brutalíssimo ♥ às sete da matina as girls já estavam acordadas para às sete e meia estarmos a caminho da costa da caparicaa. depois, o verão passou-se e chegou a altura, a temida altura da escola dos grandes? lembras-te? parecia que estávamos com medo de ir para lá. éramos caloiras, conhecíamos pouca gente, não conhecíamos a escola. depressa nos habituámos, socializámos, fizemos amigos, apaixonamos-nos. todos os dias nos divertíamos mais do que nos tínhamos divertido no dia anterior. ríamos para caraças. blá, blá, dezembro de 2O11. dia 3O ligaste-me eram 23h50 para poderes ser a primeira a dar-me os parabéns. ficámos dez minutos à conversa e, de repende, tu gristas-me: PARABÉÉÉÉÉNS ♥ e também assim, cheio de momentos bons e de momentos menos bons, se passou 2O11. chegou 2012 e, num instante, o quinto ano acabou. segundo verão juntas e, sem dúvida, o melhor que tive até agora. verão de 2O12, marcado mesmo para sempre. o quanto nós nos divertimos nesse verão. mas, o que aconteceu no Alambique fica no Alambique, por isso é que nóis não contamos os detalhes das coisas. voltámos, sexto ano. eu apaixonei-me. passámos horas de almoço incríveis os cinco lembras-te? a Nenês a fazer de vela kk. e depois, também tu acabas-te por te apaixonar. 2O12 foi, sem dúvida, o melhor ano da minha vida. cheio de emoções, lágrimas, gargalhadas, sorrisos, bons momentos e momentos não tão bons, sentimentos... e ba dum tss, também 2O12 se foi num ápice. a única coisa que eu quero agora, é um 2O13 contigo, nada mais. obrigada, por me ouvires, por me compreenderes, por me dares conselhos, por seres sincera, por me ajudares. porra men, obrigada por tudo. és um anjo ♥ e, mesmo que às vezes não pareça, eu amo-te princesa.

sábado, 5 de janeiro de 2013

i need someone who...

sim, eu admito, eu preciso de alguém. alguém que me abrace nas tardes frias. alguém que me beije na chuva.  alguém que me empreste o casaco para eu não sentir frio. alguém que me abrace forte quando eu mais preciso. alguém que me faça sorrir. alguém divertido. alguém que ria das minhas parvoíces, porque eu própria o faço. alguém que me defenda, se necessário. alguém que me proteja. alguém que esteja lá nos bons e nos maus momentos. alguém que me dê a mão para passeios algures. alguém que me beije quando eu menos espero. alguém que me dê beijos na testa. alguém que me compreenda. não, não preciso de uma pessoa perfeita, mas sim daquela que faz o meu mundo perfeito. preciso daquela pessoa que me faz dar gargalhadas em qualquer circunstância. daquela que me tira o sono à noite. daquela que me faz distrair nas aulas. preciso de alguém que me faça verdadeiramente feliz. preciso de alguém com quem possa cometer as maiores loucuras do mundo. alguém que não só me chame de princesa, mas que me trate como uma. alguém que me ame e o demonstre. alguém com quem possa ter os melhores momentos de todo o universo. um príncipe. e para isso não precisa de ser o mais bonito ou o que tem o sorriso mais bonito. não precisa de ter um corpo de jogador de futebol, porque o que me importa é o interior. o coração. esse sim, é importante. eu preciso de alguém a quem me possa agarrar nos filmes de terror. alguém com quem possa falar sobre tudo. alguém que me aceite como eu sou. que me compreenda. alguém que saiba pedir desculpa. preciso de alguém que me cative com o primeiro olhar. alguém que desabafe comigo. alguém com que eu possa desabafar. alguém que confie em mim. alguém que veja que eu estou mal, apenas olhando-me nos olhos. alguém que perceba que o meu sorriso não é verdadeiro. não preciso de alguém que me limpe as lágrimas, mas sim de alguém que não as deixe cair. porra, eu só preciso de alguém que me aceite como eu sou. alguém que me compreenda. que me ajude quando eu precisar. alguém que esteja lá nos bons e nos maus momentos. alguém que me saiba mostrar a diferença entre o que está certo e o que está errado. alguém com quem eu possa cometer as maiores e melhores loucuras. alguém que me abrace, que me de beijos na testa, que me de a mão. alguém que me faça feliz... alguém que me ame 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

the little girl has grown up ♥

a pequena menina cresceu. e sem ser a família, poucos se lembram, do que ela era. aquela pequena rapariga que andava sempre animada, aquela que nunca parava de falar. que esfolava os joelhos e arranhava as mãos. aquela que jogava futebol toda a tarde. a mesma que não comia quase nada. aquela que passava as tardes a ver Hannah Montana e a Raven. aquela que usava calças e, raramente, usava saias. aquela que, de feminina, não tinha nada. a mesma que ambicionava, a todo o custo, crescer, ser grande. o dia de crescer chegou e ela cresceu. ela tenta andar sempre animada, mas nem sempre é possível. afinal, nem tudo é perfeito. e todos aqueles sorrisos genuínos foram trocados por sorrisos que nem sempre são verdadeiros e, até mesmo, por algumas lágrimas. e aquela rapariga que andava a falar, agora, às vezes, cala-se e isola-se. já não joga futebol a tarde toda. e nem consegue parar de comer. as tardes agora dividem-se entre livros, com amigas, no computador ou a escrever tudo o que sente. as calças continuam a predominar o seu guarda-roupa, mas ele também já é habitado por calções, saias e vestidos. na sua infância, a menina nem ligava a maquilhagem, perfumes, cremes para o corpo... agora, parte disso, é quase fundamental. afinal, um pequeno traço nos olhos ou um pequeno toque de rímel para sobressair os olhos, nunca fez mal a ninguém. os perfumes e os cremes... fazem parte. tal como os vernizes e tudo o resto. a menina pensava que iria ser feliz para sempre. e, nunca imaginou, que a vida quando crescesse seria assim. nunca pensou que iria trocar a Hannah Montana e a Raven por livros, cadernos e computadores. nunca pensou que iria usar saias ou vestidos. nunca pensou ligar a maquilhagem. e agora, essa mesma menina percebe porquê é que o Peter Pan não queria crescer. até porque, se ela soubesse que iria ser assim, ela também não tinha crescido. e, mais uma vez, ela sou eu. ♥