sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

tomorrow will be a better day.

ela é apenas uma simples rapariga. ele um simples rapaz. ela viu-o e apaixonou-se. a partir daí, ele tornou-se aquele que parecia ser o 'tal'. e ela, ela sentia que para ele, era apenas uma em biliões. cada dia ela parecia apaixonar-se mais. até que um dia, ele disse-lhe que sentia o mesmo. eles foram felizes. e depois acabaram. mas o que é verdadeiro volta. e voltou. mas o conto de fadas dela depressa acabou, novamente. ele tinha arranjado uma nova princesa. ela estava desolada. tinha-se apercebido que a felicidade pode ir-se embora num abrir e fechar de olhos. ela ficou muito tempo sem ele. e ele, ele mal falava com ela. ele estava-lhe completamente indiferente. e ela cada vez sofria mais. eles trocavam olhares. e havia quem lhe dissesse que ele ainda gostava dela. ela dizia que não, que isso era impossível. mas dentro dela existia uma pequena chama que não se tinha apagado, a esperança de que aquele amor voltasse. e diziam-lhe sempre: "arrisca.". e ela arriscou. era dia doze. doze de novembro de dois mil e doze. o dia em que ela acordou e resolveu que aquele seria o dia. o dia em que ela o teria de volta. o dia em que ela voltaria a ser feliz. e na realidade até foi. mas parece que ele não é o rapaz feito para ela como ela pensava. quer dizer, como ela pensa. a felicidade foi-se embora novamente. ela dizia a todos que estava bem. mas à noite, no silêncio do seu quarto, ela deixava cair todos os sentimentos na almofada, na forma de gotículas cristalinas de água salgada. aquelas que são vulgarmente chamadas de "lágrimas". até que ela se começou a convencer que estava mesmo bem. ela habitou-se a usar aquele sorriso alegre todos os dias. ela habitou-se a fingir que era feliz para não preocupar ninguém. e, durante um certo tempo, ela chegou mesmo a pensar menos nele. mas ultimamente... ela vê-o a passar. eles trocam olhares, mas nem uma única palavra. eles parecem estranhos. ela já o apanhou a olhar fixamente para ela, mas logo ambos viraram a cara. ela não consegue olhar para ele sem relembrar tudo o que passaram juntos. e ela... ela não sabe mais o que fazer, o que dizer. ela não reconhece a pessoa em que ele se tornou. mas mesmo assim. ela continua perdidamente apaixonada por aquele rapaz de sorriso alegre e com um olhar cativante. ele mudou. ela tenta enganar tudo e todos com um sorriso, e, geralmente, ela consegue. ela anda por aí, com um sorriso na cara e a dar uma gargalhada por tudo e por nada. enquanto, por dentro, ela está prestes a rebentar em lágrimas. e ela vai vivendo, na esperança de que "amanhã" seja um dia melhor. ela, tal como sempre, sou eu. e ele... ele é ele.

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