sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
yes, it is a love story. ♥
ela, ela é uma simples rapariga. e ele, ele é um simples rapaz. e eles, eles eram felizes. felizes de verdade. naquele tempo de brincadeiras. porque foi assim que o "eles" começou. com pequenas brincadeiras, com trocas de olhares, com gargalhadas, com sorrisos, com palavras. e foi assim que o sentimento cresceu. ele dizia que a amava. ela dava-lhe para trás. mas ela não enganava as pessoas próximas dela. via-se o brilho nos olhos dela quando ele se aproximava. via-se um sorriso surgir quando existia uma troca de olhares. mas nenhum deles enganava ninguém. surgiram rumores. surgiram perguntas. "namoras com ele?", ouvia ela várias vezes por dia. a resposta era sempre a mesma, "não". o tempo foi passando. e os momentos entre eles continuaram. dia após dia. eu sei-os todos. mas isso não é razão para dizê-los. as coisas são melhores quando os pormenores não são tornados públicos. mas os momentos repetiram-se. as trocas de olhares repetiram-se vezes e vezes sem conta. dois sorrisos aparecem sempre que eles se cruzam. ela... ela é teimosa. diz que não, quando está à vista de todos. ele... ele é um idiota. não vê o que está à frente do nariz dele. porque eles os dois? tá escrito na testa que se amam. e quem os conhece. quem vê todas as brincadeiras que eles tiveram. quem vê o brilho nos olhos deles. nota-se, nota-se a léguas que eles estão apaixonados. mas nenhum deles o admite. ela, ela tem medo de confessar os sentimentos. quanto a ele já não posso afirmar tanto. mas posso dizer que muito provavelmente ele se deixa levar pelo que ouve, pelo que lhe dizem. e eles... eles são daqueles que embirram um com o outro. são daqueles que chamam nomes um ao outro a toda a hora. eles irritam-se mutuamente. ela chama-lhe otário, imbecil e estúpido. ele manda-lhe com pedrinhas. ela nega milhões de sentimentos. ele esconde-os. que mais há para dizer? eles são, absolutamente (per)feitos um para o outro. não são opostos, mas também não são iguais. eles completam-se. ele faz com que o sorriso dela apareça. e juntos, juntos têm dos mais espantosos momentos de diversão. mas o que fazer quando parece que esses momentos estão cada vez mais longe de se repetirem? tal como já lhe disseram, há que lutar. há que tentar trazê-los de volta. o que ela mais quer é ele. e ele, dá a entender que também a quer. porém, nenhum deles admite. por isso ficam apenas a ver-se passar pelos corredores. ela fica nervosa quando ele está por perto. ele tenta agir com naturalidade. mas existem sempre pessoas que reparam nos pormenores. pormenores esses que deixam ver que ele fica com um sorrisinho nervoso quando se aproxima dela. ela não acredita em nada do que lhe dizem. ele irrita-se facilmente quando as amigas dela o começam a chamar. eu... eu acho que eles têm uma das mais bonitas histórias de amor. porque provam que nem sempre duas pessoas que se amam estão juntas. ele, ele ensinou-lhe o que era amor. ele fez-a sentir coisas que ela nunca tinha sentido antes. ela sabe reconhecer que ele é diferente de todos os outros. sabe reconhecer que ele é "o tal". ela vai negar tudo o que foi escrito. vai dizer que é mentira. que as trocas de olhares não existem. que ele não tem nenhum sorriso nervoso. e sabem porque? porque ela está demasiado concentrada nos lábios dele para o perceber. mas eu, eu sei o que digo. tal como sei quando escrevo sobre algo. e acreditem, isto, eles, é amor. ♥
tomorrow will be a better day.
ela é apenas uma simples rapariga. ele um simples rapaz. ela viu-o e apaixonou-se. a partir daí, ele tornou-se aquele que parecia ser o 'tal'. e ela, ela sentia que para ele, era apenas uma em biliões. cada dia ela parecia apaixonar-se mais. até que um dia, ele disse-lhe que sentia o mesmo. eles foram felizes. e depois acabaram. mas o que é verdadeiro volta. e voltou. mas o conto de fadas dela depressa acabou, novamente. ele tinha arranjado uma nova princesa. ela estava desolada. tinha-se apercebido que a felicidade pode ir-se embora num abrir e fechar de olhos. ela ficou muito tempo sem ele. e ele, ele mal falava com ela. ele estava-lhe completamente indiferente. e ela cada vez sofria mais. eles trocavam olhares. e havia quem lhe dissesse que ele ainda gostava dela. ela dizia que não, que isso era impossível. mas dentro dela existia uma pequena chama que não se tinha apagado, a esperança de que aquele amor voltasse. e diziam-lhe sempre: "arrisca.". e ela arriscou. era dia doze. doze de novembro de dois mil e doze. o dia em que ela acordou e resolveu que aquele seria o dia. o dia em que ela o teria de volta. o dia em que ela voltaria a ser feliz. e na realidade até foi. mas parece que ele não é o rapaz feito para ela como ela pensava. quer dizer, como ela pensa. a felicidade foi-se embora novamente. ela dizia a todos que estava bem. mas à noite, no silêncio do seu quarto, ela deixava cair todos os sentimentos na almofada, na forma de gotículas cristalinas de água salgada. aquelas que são vulgarmente chamadas de "lágrimas". até que ela se começou a convencer que estava mesmo bem. ela habitou-se a usar aquele sorriso alegre todos os dias. ela habitou-se a fingir que era feliz para não preocupar ninguém. e, durante um certo tempo, ela chegou mesmo a pensar menos nele. mas ultimamente... ela vê-o a passar. eles trocam olhares, mas nem uma única palavra. eles parecem estranhos. ela já o apanhou a olhar fixamente para ela, mas logo ambos viraram a cara. ela não consegue olhar para ele sem relembrar tudo o que passaram juntos. e ela... ela não sabe mais o que fazer, o que dizer. ela não reconhece a pessoa em que ele se tornou. mas mesmo assim. ela continua perdidamente apaixonada por aquele rapaz de sorriso alegre e com um olhar cativante. ele mudou. ela tenta enganar tudo e todos com um sorriso, e, geralmente, ela consegue. ela anda por aí, com um sorriso na cara e a dar uma gargalhada por tudo e por nada. enquanto, por dentro, ela está prestes a rebentar em lágrimas. e ela vai vivendo, na esperança de que "amanhã" seja um dia melhor. ela, tal como sempre, sou eu. e ele... ele é ele.
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