terça-feira, 27 de agosto de 2013

somos apenas pessoas que se conhecem.

há alguns dias atrás perguntaram-me sobre ti. honestamente, fiquei alguns minutos a olhar para o ecrã do computador. sem saber o que responder. afinal, somos apenas pessoas que se conhecem. já fomos tudo, e agora somos nada. fomos namorados. daquele tipo de namorados que brincavam como retardados, se protegiam como irmãos e se amavam de verdade. o pior de tudo, é que tantos meses depois eu ainda gostava que fossêmos alguma coisa. no entanto, não passamos de pessoas que se amaram. que trocaram beijos, abraços, olhares e sorrisos. que eram (per)feitas uma para a outra. mas tudo isso ficou no passado. e agora, pássamos de tudo, para nada. e custa. custa ver-te sem te poder agarrar, quando a vontade é abraçar-te e nunca mais te largar. custa ver-te e não te falar, quando antes falávamos horas a fio. custa não te ter aqui. por mais errado que seja. por mais idiota que seja. eu ainda te quero do meu lado. porque estiveste lá nos bons e nos maus momentos. porque me fizeste feliz. porque foram as melhores alturas da minha vida. e agora dói. dói saber que já não pensas em mim. dói ver que já não falamos todos os dias. aliás, nem todos os dias nem em dia nenhum. simplesmente, não falamos. e honestamente eu não sei como é que chegámos a este ponto. não sei como é que deixámos que o amor se transforma-se num pseudo-ódio. eu admito, ouvir a tua voz no outro dia ainda me fez sentir arrepios. ainda me fez sorrir de forma idiota e apaixonada. ver-te no outro dia ainda fez o meu coração acelerar. ainda fez as minhas pernas tremerem. ainda me fez sentir borboletas no estômago. senti-me feliz só naquela fração de segundo em que te vi sorrir. tal como nos velhos tempos. em que bastava ver-te sorrir para ficar feliz. em que bastava estar contigo para me sentir bem. na altura em que passeávamos como retardados apaixonados: de mão dada, sorriso no rosto e felicidade no olhar. a meio de brincadeiras e parvoíces. como duas crianças. abraços apertados e beijos apaixonados à frente de todos, porque não havia medo de mostrar o que sentíamos um pelo outro. agora simplesmente passamos um pelo outro. olhamos-nos pelo canto do olho e continuamos a andar, como se fossemos desconhecidos. no final somos mesmo apenas pessoas que se conhecem. pessoas que já partilharam uma história. pessoas que já se amaram. pessoas que foram felizes juntas. pessoas que brincaram e teimaram um com o outro. pessoas que passavam todos os minutos possíveis juntas. pessoas que para além de namorados, eram melhores amigos. pessoas que se amavam e que não tinham medo de o demonstrar. vê agora onde é que viemos parar. não pela primeira vez, talvez pela segunda, até mesmo terceira. agora somos pessoas que passam uma pela outra e mal se olham. agora somos pessoas que não se falam. somos pessoas que até chegam a evitar-se. não passamos de pessoas que se conhecem. e isso dói, porque já fomos pessoas que tiveram uma história. talvez até mesmo a história mais bonita que conheço.

sábado, 17 de agosto de 2013

...

sim. sim, mudei. é o que tu dizes e tens toda a razão. já não sou aquela rapariga ingénua que acreditava em todas as palavras que lhe diziam. já não sou aquela rapariga que confiava em toda a gente. já não sou aquela rapariga que é simpática para todos. já não sou aquela rapariga que fala abertamente com todos. não, não o sou. porque tive que mudar. chama-se proteção. se não mudasse iria continuar a acreditar em tudo o que me diziam, ia continuar a confiar em todos. e ia desiludir-me. sempre. uma, outra e outra vez. com pessoas diferentes. e eu não vou deixar isso acontecer novamente. eu não vou voltar a passar noites a chorar por causa de desilusões. por causa de palavras. não vou. tudo isso me tornou mais forte, mais fria e menos ingénua. sim, sou antipática para pessoas que já me trataram bem. se calhar se elas não me tivessem desiludido eu não o era. sou antipática para pessoas que insistem, porque nem sempre ser persistente te leva a algum lado. sou antipática porque mais vale ser fria, curta e direta, do que estar com rodeios e não dizer tudo de uma vez. sim, por vezes as pessoas magoam-se. mas não há absolutamente nada na vida que tu faças que não magoe ninguém. sim, eu mudei. tornei-me fria, antipática e desconfiada. apenas para aqueles que não me são próximos, é certo, mas mudei. porque estou farta de me desiludir. porque estou farta de sofrer. porque estou farta de chorar. não crio ilusões para não me desiludir. não acredito no " para sempre ". é tudo farsas. mentiras. que só acabam em mágoa. em desilusão. em lágrimas. o tempo passa, a ferida cura. mas basta lembrarem-te disso que volta a doer. porque o tempo passa, mas a ferida não fica completamente curada. e nós, seres humanos tão vulneráveis insistimos em abrir as feridas quase curadas dos outros, e em deixar que abram as nossas. mas eu não quero isso para mim. não quero que voltem a tocar nas minhas feridas. não quero senti-las doer outra vez. não quero voltar a fraquejar. não quero voltar a sentir-me vulnerável. porque não gosto dessas sensações. não gosto que as feridas antigas voltem a doer, porque junto com essas feridas antigas vêm memórias. memórias do tempo em que o tinha. não quero voltar a fraquejar, ou a sentir-me vulnerável, porque é difícil ultrapassar isso. é difícil levantares-te e construíres uma muralha à volta de ti, à volta do teu coração. tudo para te protegeres. sendo que bastava uma pessoa. com um único gesto ou uma única palavra para destruir toda aquela proteção. mas às vezes faz falta. às vezes, e por mais que negue, faz falta um abraço apertado na altura certa. faz falta um beijo na testa. faz falta ter alguém ali. alguém com quem possa desabafar. alguém com quem possa ter aquele silêncio bom, em que não é preciso nada sem ser olhares. faz falta ter alguém ali que limpe as lágrimas. alguém que nem sequer as deixe cair. alguém que saiba como tratar outra pessoas. e é nesses momentos que a vulnerabilidade e a fraqueza voltam. porque, na verdade, somos todos vulneráveis. estamos todos à mercê de toda a gente. porque basta uma palavra para que a muralha desabe. e sim, sim eu mudei. mas foi necessário. prefiro ter mudado e, mesmo que não me sinta bem com isso, magoar do que ser magoada. desculpa, mas nestas alturas temos de ser egoístas. e eu cansei-me de me preocupar mais com os outros do que me preocupo comigo mesma. por isso, isso acabou.

sábado, 3 de agosto de 2013

a thousand questions.

E do nada, milhões de perguntas apoderam-se do meu pensamento. Porque é que as coisas tiveram que ser assim? Porque é que és tu o rapaz que conquistou o meu coração? Porque é que não podemos voltar ao dia 13 de novembro e vivê-lo eternamente? Porque é que a vida nos dá e logo de seguida nos tira a felicidade? É que dizem que somos nós que escolhemos quem faz parte da nossa felicidade. Eu não te escolhi, mas apartir do momento em que me apaixonei por ti, tu tornaste-te aquela coisinha essencial para que eu fosse feliz. Foram tantos bons momentos. São tantas as memórias que ainda guardo. São tantas as perguntas que ainda assombram o meu pensamento. Ainda tens a minha foto? Ainda pensas em mim? Ainda te lembras do que vivemos juntos? Ainda te lembras das nossas conversas? Ainda te lembras do quanto eu amava, e ainda amo, os teus abraços? Acredita, não estou a brincar quando digo que são os melhores do mundo. Porque são mesmo. És dono de um abraço que faz qualquer um sorrir. Que faz qualquer um sentir-se protegido. E ainda assim, tanto tempo depois, eu ainda te quero aqui. Do meu lado. Para me beijares a testa, o pescoço e os lábios. Para me dares um abraço apertado depois de um beijo e para me surpreenderes com um abraço pela cintura quando estou a andar. Para que possamos conversar como antes. Para que me ofereças o teu casaco num dia frio e chuvoso. Para que me faças sentir especial. Preciso de ti aqui. Do meu lado. Comigo.