há alguns dias atrás perguntaram-me sobre ti. honestamente, fiquei alguns minutos a olhar para o ecrã do computador. sem saber o que responder. afinal, somos apenas pessoas que se conhecem. já fomos tudo, e agora somos nada. fomos namorados. daquele tipo de namorados que brincavam como retardados, se protegiam como irmãos e se amavam de verdade. o pior de tudo, é que tantos meses depois eu ainda gostava que fossêmos alguma coisa. no entanto, não passamos de pessoas que se amaram. que trocaram beijos, abraços, olhares e sorrisos. que eram (per)feitas uma para a outra. mas tudo isso ficou no passado. e agora, pássamos de tudo, para nada. e custa. custa ver-te sem te poder agarrar, quando a vontade é abraçar-te e nunca mais te largar. custa ver-te e não te falar, quando antes falávamos horas a fio. custa não te ter aqui. por mais errado que seja. por mais idiota que seja. eu ainda te quero do meu lado. porque estiveste lá nos bons e nos maus momentos. porque me fizeste feliz. porque foram as melhores alturas da minha vida. e agora dói. dói saber que já não pensas em mim. dói ver que já não falamos todos os dias. aliás, nem todos os dias nem em dia nenhum. simplesmente, não falamos. e honestamente eu não sei como é que chegámos a este ponto. não sei como é que deixámos que o amor se transforma-se num pseudo-ódio. eu admito, ouvir a tua voz no outro dia ainda me fez sentir arrepios. ainda me fez sorrir de forma idiota e apaixonada. ver-te no outro dia ainda fez o meu coração acelerar. ainda fez as minhas pernas tremerem. ainda me fez sentir borboletas no estômago. senti-me feliz só naquela fração de segundo em que te vi sorrir. tal como nos velhos tempos. em que bastava ver-te sorrir para ficar feliz. em que bastava estar contigo para me sentir bem. na altura em que passeávamos como retardados apaixonados: de mão dada, sorriso no rosto e felicidade no olhar. a meio de brincadeiras e parvoíces. como duas crianças. abraços apertados e beijos apaixonados à frente de todos, porque não havia medo de mostrar o que sentíamos um pelo outro. agora simplesmente passamos um pelo outro. olhamos-nos pelo canto do olho e continuamos a andar, como se fossemos desconhecidos. no final somos mesmo apenas pessoas que se conhecem. pessoas que já partilharam uma história. pessoas que já se amaram. pessoas que foram felizes juntas. pessoas que brincaram e teimaram um com o outro. pessoas que passavam todos os minutos possíveis juntas. pessoas que para além de namorados, eram melhores amigos. pessoas que se amavam e que não tinham medo de o demonstrar. vê agora onde é que viemos parar. não pela primeira vez, talvez pela segunda, até mesmo terceira. agora somos pessoas que passam uma pela outra e mal se olham. agora somos pessoas que não se falam. somos pessoas que até chegam a evitar-se. não passamos de pessoas que se conhecem. e isso dói, porque já fomos pessoas que tiveram uma história. talvez até mesmo a história mais bonita que conheço.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
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sábado, 3 de agosto de 2013
a thousand questions.
E do nada, milhões de perguntas apoderam-se do meu pensamento. Porque é que as coisas tiveram que ser assim? Porque é que és tu o rapaz que conquistou o meu coração? Porque é que não podemos voltar ao dia 13 de novembro e vivê-lo eternamente? Porque é que a vida nos dá e logo de seguida nos tira a felicidade? É que dizem que somos nós que escolhemos quem faz parte da nossa felicidade. Eu não te escolhi, mas apartir do momento em que me apaixonei por ti, tu tornaste-te aquela coisinha essencial para que eu fosse feliz. Foram tantos bons momentos. São tantas as memórias que ainda guardo. São tantas as perguntas que ainda assombram o meu pensamento. Ainda tens a minha foto? Ainda pensas em mim? Ainda te lembras do que vivemos juntos? Ainda te lembras das nossas conversas? Ainda te lembras do quanto eu amava, e ainda amo, os teus abraços? Acredita, não estou a brincar quando digo que são os melhores do mundo. Porque são mesmo. És dono de um abraço que faz qualquer um sorrir. Que faz qualquer um sentir-se protegido. E ainda assim, tanto tempo depois, eu ainda te quero aqui. Do meu lado. Para me beijares a testa, o pescoço e os lábios. Para me dares um abraço apertado depois de um beijo e para me surpreenderes com um abraço pela cintura quando estou a andar. Para que possamos conversar como antes. Para que me ofereças o teu casaco num dia frio e chuvoso. Para que me faças sentir especial. Preciso de ti aqui. Do meu lado. Comigo.