quinta-feira, 4 de julho de 2013

confused.

sinto-me confusa. honestamente, nem sei o que fazer. tudo na minha cabeça está uma autêntica confusão. acho que te amo, mas ele não sai da minha cabeça. quando eu e tu estávamos juntos não tinha dúvida nenhuma do que sentia por ti. mas será possível que, quando o vejo, ele ainda faça o meu coração acelerar e o nervosismo aparecer. coisa que tu não fizeste quando te vi. quando o vi, não conseguia parar de olhar para ele. queria sempre saber onde ele estava. e isso não aconteceu contigo. ainda não sei o que fazer. ainda não sei o que sinto. sei que te amei, sei que o amei ele. de maneiras diferentes, obviamente. ele foi o meu primeiro amor verdadeiro. e eu esqueci-o. mas, por vezes, dou por mim a pensar naquilo que vivi com ele. e não naquilo que vivi contigo. quando penso que já vi a pessoa que amo chorar e que me deu um enorme aperto no coração, penso nele. o estranho é que também já te vi chorar. quando penso no melhor beijo da minha vida, penso nele. quando me quero lembrar de um namoro, lembro-me do que tinha com ele. não que tenha esquecido o que passei contigo. não esqueci. mas as memórias que tenho com ele insistem em não abandonar o meu pensamento. e isso mexe comigo cá dentro. mexe com o meu coração. deixa-me confusa. cá dentro, acho que não te esqueci. mas dou por mim a pensar nele. naquele que julgava já ter esquecido. já não sei de nada. não sei o que sinto por ele. não sei o que sinto por ti. dizem que o primeiro amor nunca se esquece. será essa mesmo a realidade? será isso que me está a acontecer? quando tive contigo, as reacções foram normais. o meu corpo não teve nenhum indício estranhos. mas quando o vi. quando olhei para ele novamente, o meu coração acelerou de uma maneira inacreditável. as pernas tremeram. e um sorriso apareceu. foram sensações indescritíveis. dou por mim a pensar nele a meio da noite, quando há uns meses pensava em ti. dou por mim a sonhar com ele, quando antes sonhava contigo. e tudo isto é tão confuso que chega a doer. cá dentro, no coração, dói imenso. preciso de ajuda para me compreender a mim mesma, para compreender o que vai cá dentro. ler o que escrevia para ele ainda me toca. ler o que escrevi sobre ti faz-me pensar nele. o meu coração deseja vê-lo. e ver-te a ti é-me indiferente. e custa imenso. custa imenso sentir que estou a voltar ao fundo do poço, donde pensava já ter saído. quando estive contigo, em altura alguma pensei nele. mas agora, sem ti, penso nele. penso imenso nele. no que vivi com ele. no quanto sorri com ele. no quanto o amei. no quanto os meus momentos com ele eram mágicos. no quanto me senti amada. no quanto as coisas entre mim e ele era especiais. naquilo que ele fazia. na maneira como ele me tratava. nas minhas conversas com ele. e depois comparo as coisas. por mais errado que seja, o meu coração rebelde começa a comparar as coisas. e aí noto que fui mais feliz com ele do que contigo. que o amei mais do que te amei a ti. que os meus momentos com ele tinham muito mais amor. não digo que não me tenhas amado. mas, mesmo tu sendo mais velho que ele, eras, ao mesmo tempo, mais novo. de uma maneira estranha, mas bastante real e confusa. porque, no final das contas, é como é a realidade. confusa. tal como eu. confusa. sem saber o que pensar. sem saber o que sentir. sem parar de pensar nele. sem parar de sorrir quando penso nele. pensar nele é instintivo. fechar os olhos e vê-lo ali é obra do meu cérebro desobediente. fechar os olhos e ver-te lá é impossível. pensar em ti já praticamente não acontece. e eu sei que pode magoar ler isto, mas acho que também é impossível vivermos sem magoarmos ninguém. se eu escolhesse, faria as coisas de maneira diferente. se eu escolhesse, não estaria assim. e é por isso que me questiono. porque é que as coisas tem de ser assim? porque é que eu não podia simplesmente esquecer os dois? porque é que ele tinha logo de preencher novamente o meu pensamento? será que tu já fazes parte do meu passado? será que é possível esquecê-lo, apaixonar-me por ti, esquecer-te e voltar a apaixonar-me por ele? ou será apenas a saudade a falar mais alto? será apenas esse maldito sentimento a tomar conta do meu coração? saudade é normal. e mais normal ainda é sentir saudades do tempo que tive com ele. porque era feliz, não que não o tivesse sido contigo, mas o meu coração parece dizer-me que fui mais feliz com ele. porque me sentia amada, sim, também o sentia contigo, mas não era a mesma coisa. nada é a mesma coisa. tu ainda tens muito a crescer e ele, mesmo sendo mais novo que tu, parece ter mais mentalidade. ele parecia saber o que as raparigas gostam. eu sabia tudo sobre ele e, ainda agora, não sei tudo sobre ti. as atitudes que ele tinha eram diferentes. ele sabia tudo sobre mim e, quando eu quis que nós nos conhecêssemos melhor, tu disseste que já sabias sobre mim tudo o que te interessava. e isso sempre me intrigou. ele abria mão de tudo para estar comigo. enquanto tu me mandaste à cara que não estavas com os teus amigos para estares comigo. ele nunca me fez isso. ele nunca o faria. ele magoou-me. mas, de certa forma, tu magoaste-me mais. talvez por tu teres duvidado do que eu sentia. enquanto ele me pedia desculpa por as coisas terem de acabar. continuo sem saber o que sinto. mesmo depois de tudo isto. continuo a sentir-me confusa. sem saber o que fazer, dizer ou sentir. sem saber distinguir o certo do errado. o amor da saudade. sem perceber se esquecemos ou não o nosso primeiro amor. sem perceber o porquê de te comparar a ele. sem perceber o porquê de pensar nele. sem perceber o porquê de ser ele a invadir os meus pensamentos a meio do dia. sem perceber o porquê de ser com ele que eu sonho. continuo a precisar de ajuda. continuo a não compreender-me. continuo a precisar que clarifiquem a minha mente. continuo a precisar de um sinal. e ficarei à espera dele o tempo necessário. até que ele apareça. esperarei eternamente, se necessário. apenas quero que tudo se torne claro. apenas quero perceber o que sinto. custe o que custar. quero saber quem sou. o que sinto. quem amo. quem já esqueci. mas sinto que não sou capaz de o fazer sozinha. também não sou capaz de o fazer com algum de vocês os dois por perto. pois iria sempre perder-me na imensidão dos seus olhos verdes. e continuaria sem saber o porquê de o fazer. e dói. dói imenso cá dentro. mas talvez seja o necessário. dias maus são precisos para que os bons valham a pena. talvez seja isto que está a acontecer. talvez esta vontade estúpida de chorar sem razão vá embora. talvez a confusão vá embora. será pedir demais? será demais pedir para que tudo isto passe? será demais pedir uma pausa, um tempo sem problemas? será isso pedir demais? será demais pedir para ser feliz? é a única coisa que eu quero. ser feliz. sem problemas. sem paixões. sem amores. sem nada para atrapalhar. apenas eu, a minha felicidade, e aqueles que têm de estar na minha vida. aqueles que nunca me magoaram. é só com esses que eu quero contar. é só desses que eu quero depender. mais ninguém. apenas eu, esses e o resultado disso, felicidade. sem confusões. sem misturas de sentimentos. sem nada disso. apenas felicidade. é a única coisa que quero.