domingo, 26 de janeiro de 2014

friendship.

e amizade é isto. é criar laços e interligá-los. é aprender que a melhor coisa que podes dar é um sorriso, e por certo receberás um de volta. é aprender a dar valor às pequenas coisas. é ter treze e brincar como se tivesse três. é rir das coisas mais absurdas. é confiar de olhos fechados. é fazermos tudo uns pelos outros. é estar sempre lá. por isso obrigada, minha gente. um gigante obrigada a vocês. que já não são amigos, são família. uma segunda família. obrigada pelas brincadeiras mais parvas. obrigada pelas más ideias, que criaram boas memórias. obrigada pelos sorrisos. pelos bons momentos. são parvos, e parvas, obviamente, idiotas, estúpidos, e estúpidas, mas já não sou capaz de viver sem vocês. ok, não exageremos, não sou capaz de viver sem ar. sem vocês consigo, só que era difícil. obrigada, porque sei que é em vocês que posso contar. porque sei que é convosco que vou ter os melhores momentos, que vou dar as maiores gargalhadas. porque sei que convosco vou ser feliz. genuinamente feliz. porque podemos ser infantis, idiotas, atrasados mentais. mas temo-nos uns aos outros. e somos felizes assim. com brincadeiras parvas. com infantilidades. com conversas idiotas. com más ideias. completamos-nos. e é assim que funciona. porque vocês são os melhores. são vocês que me fazem rir. são vocês que me põem bem. são vocês que me compreendem. e é com vocês que tenho os melhores momentos. é com vocês que dou as maiores gargalhadas. é com vocês que crio as melhores memórias. somos uma família. uma grande, parva, única e unida família. e eu não podia pedir algo melhor. não podia pedir ninguém melhor que vocês. porque é de vocês que preciso. não vos dou, não vos troco e não vos empresto. e seremos sempre assim. uma família.

domingo, 29 de dezembro de 2013

o adeus que nunca foi dito.

sabes, ainda hoje dói. ainda hoje ela é assombrada por memórias que deveriam ter sido esquecidas. ainda hoje és tu que fazes o coração dela bater mais forte. ainda hoje ela precisa de ti. a parte mais dolorosa de uma despedida é o adeus. tu foste embora, disseste adeus, mas foi um adeus silencioso, o mais doloroso de todos, um adeus que nunca foi dito. limitaste-te a ir embora, a desaparecer da vida dela, da sua rotina, enquanto ela esperava incansavelmente o teu regresso. mas tu nunca voltas-te. apenas te afastavas mais. enquanto ela continuava a precisar de ti. sabes, eras, ainda és, o pilar dela, o seu porto de abrigo. ela sentia-se realmente segura contigo. ela sentia que podia enfrentar o mundo inteiro, porque tu estavas ali. de certa forma, ela dependia de ti. eras tu que a fazias sorrir. eras tu que davas cor ao mundo dela. eras tu quem fazia com que ela se sentisse amada. foste tu que a fizeste crescer enquanto pessoa. ensinaste-lhe o que é o amor. ensinaste-lhe o que é ser-se verdadeiramente feliz. e depois foste embora. sem dizer adeus. aí mostraste-lhe como é ser-se magoado, desiludido. fizeste com que ela sentisse a mais dolorosa das dores. ela sentia-se despedaçada, incompleta, incompreendida. ela percebeu como é sentir que dependes de alguém. como é sofrer por amor. o quanto custa a dor de uma desilusão. ela percebeu o quão difícil é dizer adeus. porque já passou um ano. e ela ainda não te conseguiu dizer adeus. ela ainda precisa de ti. ainda é o teu sorriso que alimenta o dela. ainda és tu que a fazes sofrer. mais do que qualquer outra pessoa. um ano depois, ela ainda sente o dor de um adeus que não foi dito. ainda és o seu pilar, o seu porto de abrigo. porque és tu a quem a mente dela recorre nas alturas de insegurança. o cérebro dela vai buscar todas as vezes em que lhe disseste "és linda", "és perfeita",  "eu amo-te", e ela sente-se mais segura. acredita, tu não imaginas nem metade das reações que o corpo dela tem quando ela está ao teu lado. tu não imaginas o quão rápido bate o seu coração. a maneira com que as suas pernas fraquejam. a forma como ela começa a tremer. a ficar nervosa. e novamente, o cérebro dela vai buscar as vezes em que lhe transmitiste calma, conforto, segurança. vai buscar todos os abraços apertados e olhares meigos. todos os sorrisos e beijos na testa. ela só queria que tivesse sido diferente. que não tivesses ido embora. ela sente tanto a tua falta. ela precisa tanto de ti. és tão importante para ela. ela só queria que tivesses, ao menos, dito adeus. se calhar custaria menos. se calhar ela iria entender que a história acabava ali. mas tu nunca disseste adeus. e, metade dela não quer que o digas. porque ela já se acostumou com a dor de um adeus que nunca foi dito. e ela não conseguiria suportar o quão doloroso seria se dissesses adeus novamente. por isso, por favor, fica. não estás do jeito que ela gostava que estivesses, mas fica na mesma. ela precisa de ti.

domingo, 10 de novembro de 2013

lost.

o dia começa novamente. e novamente ela sente-se perdida. ela não se reconhece. ela perdeu aquilo que a caracterizava. ela perdeu toda aquela alegria natural que tinha. ela perdeu todo aquele ânimo e toda a felicidade. ela perdeu o rumo. na verdade, ela não sabe mais para onde ir. ou o que fazer. ela perdeu-se. ela já não se conhece. ela não sabe onde foi toda a sua essência. ela não sabe onde foi toda a sua coragem para enfrentar um novo dia. tudo se foi. e no lugar de tudo isso veio o medo. ela sente que lhe estão a esconder algo. ela tem medo que todo aquele conto de fadas que ela viveu não tenha passado de uma mentira, uma farsa. ela tem medo que os melhores dias da vida dela não tenham passado de algo sem sentimento. ela tem medo que ele nunca a tenha amado. ela tem medo de ter sido apenas mais uma que ele fingiu amar. apenas mais uma que ele enganou. porque ele foi, e ainda é, tudo para ela. porque ele foi o primeiro amor de verdade dela. porque ela ama-o, por mais que lhe custe admiti-lo e por mais que ela saiba que ele não sente o mesmo. o maior medo dela é vir a descobrir que ele nunca a amou. ela não quer ouvir essas palavras. mas cada vez mais ela se convence que essa é a verdade. ele nunca gostou dela. enquanto ela daria tudo por ele. por mais cliché que seja, ela lutaria contra tudo e todos por ele. ela só quer encontrar-se. ela só quer voltar a ser o que era antes de o conhecer. ela quer voltar a reconhecer-se. quer voltar a ser feliz sem precisar dele. ela quer esquecê-lo, mas parece que alguma força sobrenatural está constantemente a empurrá-lo para o caminho dela. ela só quer de volta toda a alegria que perdeu. ela só quer ser o que era antes. sem medos ou incertezas. sem lágrimas ou noites sem dormir. sem pensamentos que a atormentam. sem se sentir perdida. ela só quer de volta o seu rumo. ela quer voltar a sentir-se verdadeiramente feliz. ela quer que ele volte a ser apenas um rapaz na escola. apenas um amigo no facebook. apenas um contacto no telemóvel. ela quer que tudo volte ao normal. ela quer que o mundo volte a ser como ela o conhecia. no entanto, ele é muito mais que isso. por mais que ela negue, ele é aquele que ela quer do seu lado. ele é aquele que a faz feliz. que a faz sofrer. que a faz sorrir. ele é aquele que ela ama. aquele que fez com que ela se perdesse.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

a thousand reasons.

a forma como ele olha para ela. a forma como os olhos dele brilham quando a vê. a forma como os olhos dele brilham quando se encontram com os olhos dela. aquele olhar carinhoso que ele tem para ela. o sorriso dele. aqueles sorrisos verdadeiros e genuínos. aqueles sorrisos bobos e sem razão. a forma como ele fala com ela. a calma e a doçura na voz dele, que não deixam enganar. toda aquela química e cumplicidade existente no ar. aquelas trocas de olhares. os sorrisos. tudo entre eles parece tão mágico. tão apaixonante. tão verdadeiro. mas é, ao mesmo tempo, tão complicado. tão confuso. tão misterioso. os ciúmes. onde há ciúme há amor. e está mais que óbvio que ele morre de ciúmes. a forma repentina com que ele se aproximou. mostra que ele já o queria fazer. mas havia algo que ele temia. mas agora. agora que ele se aproximou dela é tão evidente a química. a cumplicidade. a conexão. aquela faísca. o sorriso nervoso dela quando o vê. o olhar brilhante dele quando olha para ela. o sorriso brilhante dele quando a vê sorrir. o olhar carinhoso dela quando fixa os olhos dele. tudo os torna tão perfeitos. tão verdadeiros. tão apaixonantes. os sorrisos que trocam quando se vêm são capaz de iluminar uma sala inteira. porque há algo mais ali. porque entre eles há algo mais que uma pura amizade. há algo que os prende um ao outro. que faz surgir a química e a cumplicidade. que faz surgir os sorrisos e os olhares. que a faz corar. que o faz sorrir nervoso. que faz os olhos deles brilharem sempre que se vêm. é algo que não se pode ver, mas que se sente. é algo que os une. é algo mais que química. mas a que eu não chamaria amor. é algo que os prende um ao outro, mesmo que eles não o saibam. é algo mais que um fraco. é algo que parece um gostar especial. é, certamente, algo especial e único, que apenas eles têm.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

with you.

e estar ali. do teu lado. contigo. olhar nos teus olhos. ver o teu sorriso. ver-te sorrir para mim. uma, outra, e outra vez. vezes e vezes sem conta. era capaz de o fazer o dia inteiro. ouvir a tua voz e a forma como o meu nome soa bem dito por ti. olhar os teus olhos e perceber a falta que isso me fazia. fazer-te sorrir, e ver-te sorrir para mim. fazia-me tanta falta. estar contigo. sem problemas. sem discussões. sem medos. sem maus pensamentos. apenas sorrisos. olhares. falarmos normalmente. como amigos. como gente que se dá bem. todas as bocas foleiras. as trocas de olhares. os sorrisos. a forma como nos sentámos distantes e acabámos colados. a forma como tive de me esticar para te dar um beijo na cara. a vontade inexplicável que tinha de te beijar, de te abraçar. ter as pernas a tremer. o coração acelerado. tudo apenas por estar ali. encostada a ti. sentir-te bem perto de mim. cheirar o teu perfume. é tão bom. faz-me tão bem. nesses momentos, por mais pequenos que sejam, estou feliz. de verdade. do teu lado é impossível não sorrir. porque me faz bem estar contigo. tu fazes-me bem. é como se os problemas fossem embora. como se toda a gente se fosse embora. somos só nós os dois ali. presos numa bolha. tudo isso me faz pensar que ainda há uma chance para nós dois. que ainda tenho hipóteses de ficar contigo. que ainda podemos ficar juntos. contra tudo o que os outros pensam. e não há nada que eu queira mais que isso. estar contigo. enfrentar o mundo todo, do teu lado. mostrar a toda a gente que somos mais fortes do que pensam. mostrar a todos os que duvidaram que conseguimos estar juntos. mas, acima de tudo, estar contigo. apenas estar contigo. eu e tu. como antes. ter o teu abraço. o teu casaco. o teu beijo. estar contigo. isso faz-me falta. tu fazes-me falta. estar contigo faz-me falta. ter o teu abraço faz-me falta. poder dizer que és o meu namorado faz-me falta. tu fazes-me falta. porque eu te amo.

sábado, 14 de setembro de 2013

one year.

antes de mais, Olá! a todos. tal como em todos os outros textos vou escrever em minúsculas, peço desculpa, não gosto de letras grandes. este não vai ser um daqueles textos grandes e sentimentais. mas sim um texto de agradecimento. por isso, obrigada. um enorme obrigada a todos os que têm estado do meu lado à já um ano. obrigada por pararem o que estão a fazer e ficarem sentados em frente a um ecrã de computador a lerem os desabafos e os sentimentos de uma adolescente idiota e apaixonada. obrigada por todos os comentários e opiniões. obrigada por todo o apoio. obrigada por todos os conselhos. obrigada por estarem sempre aí, à distância de um clique. provavelmente a maior parte de vocês não faz ideia do quão isso é importante. saber que a cada novo texto que publico vou ter alguém do outro lado do monitor que me vai compreender, que não me vai julgar e que sabe o que estou a sentir. tudo isso é importante. todo o apoio que me têm dado ao longo deste ano. todos os incentivos. obrigada por aturarem os meus desabafos idiotas e por serem para mim tal como um diário, ou um melhor amigo virtual. é realmente bom saber que aqui posso desabafar com vocês sem qualquer timidez ou confusão ao escolher as palavras. porque faz exatamente hoje um ano. porque há um ano atrás eu estava sentada no meu sofá, com o computador no colo, na dúvida se deveria ou não publicar aquele texto. mas acabei por respirar fundo como se a ingerir uma dose de coragem. e carreguei no botão. publiquei. correu bem. e desde esse dia que eu uso o blog como um diário. para me expressar. para desabafar. para,  de certa forma, compreender o que sinto. porque a maior parte das vezes nem eu compreendo o que estou a sentir. mas todas essas vezes, em que a dúvida e a incompreensão me matavam por dentro, lá estavam vocês. do outro lado do ecrã, a ler o que sinto. como que a ler o meu coração. como que a ler os meus pensamentos. obrigada por suportarem os meus desabafos, as minhas tristezas, as minhas alegrias, os meus sentimentos, as minhas dúvidas e as minhas crises. pode não parecer mas é muito importante ler todos os vossos comentários e ver todas as views e o alcance que o blog tem. muito obrigada por estarem do meu lado e por me suportarem. vocês são os melhores.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

one in seven billions.

um, és um em sete biliões de pessoas. és o único que quero. és o único de que preciso. és o único que amo. é nos teus braços que eu quero estar. é o teu beijo que quero sentir. é o teu " amo-te " que quero ouvir. são os teus olhos os que procuro. é em ti que penso. é contigo que eu gosto de estar. é de ti que tenho saudades. é do que tinha contigo que tenho saudades. é de olhar nos teus que tenho saudades. é de ser a razão do teu sorriso que tenho saudades. é de te ver sorrir que tenho saudades. é de ter o teu abraço que tenho saudades. porque quero estar nos teus braços. quero tocar os teus lábios. quero brincar com o teu cabelo. quero olhar nos teus olhos e dizer-te que te amo. quero agarrar-te e nunca mais te largar. quero tudo de volta. tudo. os beijos na testa. os beijos no pescoço. os teus lábios nos meus. o teu sorriso quando eu sorria. olharmos um para o outro e só desviares o olhar quando eu olhava para o chão, visivelmente corada. voltar a ter as nossas brincadeiras. sentar-me no teu colo. andar de mão dada contigo. as cenas de filme em que nos beijávamos no meio da escola e não parecia existir mais ninguém ali. passar a tarde a falar contigo. ter a tua respiração no meu pescoço e os teus lábios na minha bochecha. a tua voz no meu ouvido. os teus dedos entrelaçados nos meus. a tua mão na minha cintura. faz-me tudo tanta falta. e custa tanto sonhar contigo, acordar e perceber que tu não vais estar lá. acordar e ver que já não há mensagens tuas a desejar-me um bom dia. ir dormir sem antes ter lido uma mensagem de boa noite terminada com um "amo-te". já estava habituada a isso. já se tinha tornado rotina. e agora faz falta. faz falta chegar à escola, ver-te e saber que posso ir correr para os teus braços. faz falta ver-te sorrir e saber que sou eu a razão desse sorriso. e eu quero isso de volta. tudo isso. porque isso me faz bem. me faz feliz. me faz sentir especial e importante. porque gosto de ler um amo-te. porque gosto de estar contigo. porque me sinto bem contigo. porque te amo. como nunca amei ninguém. porque te quero ao meu lado. hoje, amanhã e enquanto durar. porque não quero que as coisas acabem assim, tão depressa. porque cada vez que passas por mim, eu sorrio, involuntariamente. porque, e a verdade é essa, ainda não te esqueci como tu julgas. porque os teus olhos verdes e esse teu sorriso é o suficiente para que as minhas pernas tremeram, para que a minha respiração falhe e se torna descompassada e para que o meu coração acelere. e, na minha opinião, isso é amor. verdadeiro, complicado e, tal como nós, idiota. mas é amor.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

love story

tal como qualquer história de amor, esta também começa com um " era uma vez ". tal como qualquer história que começa com " era uma vez ", esta também tem príncipes e princesas. tal como qualquer história que se conte, esta também tem heróis. era uma vez um príncipe e uma princesa. ela era uma princesa disfarçada, daquelas que troca os saltos pelos ténis e os vestidos de balão pelos skinny jeans. ele era um herói disfarçado também. um herói improvável, que acabou por se tornar a vida dela. a princesa apenas precisava de amor. amor esse que aquele príncipe nunca antes visto lhe traria. mas nem tudo nesta história é como nas outras. ela era uma princesa disfarçada, não se esqueçam. uma princesa teimosa. uma princesa que não sabe o que sente. ele era um herói disfarçado, por isso a princesa não acreditava. ela dava-lhe para trás, dizia que não e negava todos os sentimentos escondidos. mas quando o príncipe se afastou, a princesa apercebeu-se que ele fazia falta. ela percebeu que os dias dela já não eram a mesma coisa sem aquele rapaz de olhos castanhos esverdeados. ela percebeu que, afinal, gostava mesmo dele. durante sete meses eles ainda iam brincando aqui e ali. eles mandavam indiretas aqui e ali. mas aquela noite mudou tudo. ela não o via à dois meses e naquela noite ela não esperava vê-lo lá. eram dez e meia da noite quando ela chegou ao recinto da festa para se encontrar com as amigas. no mesmo instante as amigas correram até ela e largaram a bomba " o teu amigo está cá. ". ela não estava à espera disso, mesmo sabendo que havia essa possibilidade e mesmo sendo esse o seu maior desejo: vê-lo. ela não esperava isso. foi a " melhor noite da minha vida ", as raparigas disseram. e havia sido. uma noite de trocas de olhares, de trocas de sorrisos, de provocações. uma noite para matar saudades. uma noite memorável. ele sorria quando olhava para ela. ela sorria quando olhava para ele. a química e a faísca ainda ali estava. não tão forte como antes, mas estava. era notável a atração, pela parte de ambos. a noite passou-se. o contacto visual durou horas, cinco horas. sempre a olharem um para o outro, sempre a observar e a captar todos os detalhes um do outro. a noite passou-se e eles tiveram uma despedida digna de filme. os olhos dela fixos nos olhos dele. os olhos dele fixos nos olhos dela. mesmo que à distância, só deixaram de se fixar quando já não se conseguiam ver. o dia seguinte passou-se, mas ela não conseguia tirar aquela noite perfeita do pensamento. esperava que a noite daquele dia fosse, pelo menos, tão boa como a anterior. felizmente, a noite daquele dia revelou-se ainda melhor. ela não esperava vê-lo. mas, mesmo assim,  não deixou o seu lema para trás: dress to impress. mas ele estava lá. tal como no dia anterior, ele estava lá. as trocas de olhares repetiram-se, aliás, ainda aumentaram. as trocas de sorrisos ainda foram maiores. eles chegaram a conversar. ela viu mais de perto aquelas orbes castanho com um toque suave de verde. ela viu mais de perto aquele sorriso que ela tanto ama. ela viu mais de perto aqueles lábios que ela tanto deseja tocar. eles falaram. ela ouviu a voz que tanto ansiava ouvir. uma partida, uma brincadeira. " olha... para a frente se não cais. ", seguido de um sorriso divertido e brincalhão. para mim, foram apenas desculpas. até mesmo a desculpa do amigo ele usou. mas mesmo assim, aquela foi a melhor noite da vida dela. eles falaram. tal como nos velhos tempos, ele brincou com ela. e isso fez-a feliz. mesmo que apenas por uma noite. isso fez com que ela percebesse que o que ela sente por ele, não é um gostar muito, é amor. verdadeiro, surpreendente e, segundo ela, errado. mas é amor. de verdade. como nas histórias. porque esta é  uma história. uma história de amor. não é como as outras, porque esta não tem fim. não como as outras em que o príncipe e a princesa se conhecem, dançam, apaixonam-se e casam-se. mas uma daquelas em que o príncipe e a princesa se conhecem, falam, brincam, afastam-se, a princesa sofre, mas depois tudo ficam bem, porque eles voltam a falar. porque apenas ouvir a voz dele, apenas ver o seu sorriso, apenas fixar os seus olhos, a faz feliz. a faz sentir-se bem. esta história, é certo, não é como as outras. mas ainda tem a magia das outras, ainda tem os príncipes e as princesas e os heróis, ainda tem amor.    

terça-feira, 27 de agosto de 2013

somos apenas pessoas que se conhecem.

há alguns dias atrás perguntaram-me sobre ti. honestamente, fiquei alguns minutos a olhar para o ecrã do computador. sem saber o que responder. afinal, somos apenas pessoas que se conhecem. já fomos tudo, e agora somos nada. fomos namorados. daquele tipo de namorados que brincavam como retardados, se protegiam como irmãos e se amavam de verdade. o pior de tudo, é que tantos meses depois eu ainda gostava que fossêmos alguma coisa. no entanto, não passamos de pessoas que se amaram. que trocaram beijos, abraços, olhares e sorrisos. que eram (per)feitas uma para a outra. mas tudo isso ficou no passado. e agora, pássamos de tudo, para nada. e custa. custa ver-te sem te poder agarrar, quando a vontade é abraçar-te e nunca mais te largar. custa ver-te e não te falar, quando antes falávamos horas a fio. custa não te ter aqui. por mais errado que seja. por mais idiota que seja. eu ainda te quero do meu lado. porque estiveste lá nos bons e nos maus momentos. porque me fizeste feliz. porque foram as melhores alturas da minha vida. e agora dói. dói saber que já não pensas em mim. dói ver que já não falamos todos os dias. aliás, nem todos os dias nem em dia nenhum. simplesmente, não falamos. e honestamente eu não sei como é que chegámos a este ponto. não sei como é que deixámos que o amor se transforma-se num pseudo-ódio. eu admito, ouvir a tua voz no outro dia ainda me fez sentir arrepios. ainda me fez sorrir de forma idiota e apaixonada. ver-te no outro dia ainda fez o meu coração acelerar. ainda fez as minhas pernas tremerem. ainda me fez sentir borboletas no estômago. senti-me feliz só naquela fração de segundo em que te vi sorrir. tal como nos velhos tempos. em que bastava ver-te sorrir para ficar feliz. em que bastava estar contigo para me sentir bem. na altura em que passeávamos como retardados apaixonados: de mão dada, sorriso no rosto e felicidade no olhar. a meio de brincadeiras e parvoíces. como duas crianças. abraços apertados e beijos apaixonados à frente de todos, porque não havia medo de mostrar o que sentíamos um pelo outro. agora simplesmente passamos um pelo outro. olhamos-nos pelo canto do olho e continuamos a andar, como se fossemos desconhecidos. no final somos mesmo apenas pessoas que se conhecem. pessoas que já partilharam uma história. pessoas que já se amaram. pessoas que foram felizes juntas. pessoas que brincaram e teimaram um com o outro. pessoas que passavam todos os minutos possíveis juntas. pessoas que para além de namorados, eram melhores amigos. pessoas que se amavam e que não tinham medo de o demonstrar. vê agora onde é que viemos parar. não pela primeira vez, talvez pela segunda, até mesmo terceira. agora somos pessoas que passam uma pela outra e mal se olham. agora somos pessoas que não se falam. somos pessoas que até chegam a evitar-se. não passamos de pessoas que se conhecem. e isso dói, porque já fomos pessoas que tiveram uma história. talvez até mesmo a história mais bonita que conheço.

sábado, 17 de agosto de 2013

...

sim. sim, mudei. é o que tu dizes e tens toda a razão. já não sou aquela rapariga ingénua que acreditava em todas as palavras que lhe diziam. já não sou aquela rapariga que confiava em toda a gente. já não sou aquela rapariga que é simpática para todos. já não sou aquela rapariga que fala abertamente com todos. não, não o sou. porque tive que mudar. chama-se proteção. se não mudasse iria continuar a acreditar em tudo o que me diziam, ia continuar a confiar em todos. e ia desiludir-me. sempre. uma, outra e outra vez. com pessoas diferentes. e eu não vou deixar isso acontecer novamente. eu não vou voltar a passar noites a chorar por causa de desilusões. por causa de palavras. não vou. tudo isso me tornou mais forte, mais fria e menos ingénua. sim, sou antipática para pessoas que já me trataram bem. se calhar se elas não me tivessem desiludido eu não o era. sou antipática para pessoas que insistem, porque nem sempre ser persistente te leva a algum lado. sou antipática porque mais vale ser fria, curta e direta, do que estar com rodeios e não dizer tudo de uma vez. sim, por vezes as pessoas magoam-se. mas não há absolutamente nada na vida que tu faças que não magoe ninguém. sim, eu mudei. tornei-me fria, antipática e desconfiada. apenas para aqueles que não me são próximos, é certo, mas mudei. porque estou farta de me desiludir. porque estou farta de sofrer. porque estou farta de chorar. não crio ilusões para não me desiludir. não acredito no " para sempre ". é tudo farsas. mentiras. que só acabam em mágoa. em desilusão. em lágrimas. o tempo passa, a ferida cura. mas basta lembrarem-te disso que volta a doer. porque o tempo passa, mas a ferida não fica completamente curada. e nós, seres humanos tão vulneráveis insistimos em abrir as feridas quase curadas dos outros, e em deixar que abram as nossas. mas eu não quero isso para mim. não quero que voltem a tocar nas minhas feridas. não quero senti-las doer outra vez. não quero voltar a fraquejar. não quero voltar a sentir-me vulnerável. porque não gosto dessas sensações. não gosto que as feridas antigas voltem a doer, porque junto com essas feridas antigas vêm memórias. memórias do tempo em que o tinha. não quero voltar a fraquejar, ou a sentir-me vulnerável, porque é difícil ultrapassar isso. é difícil levantares-te e construíres uma muralha à volta de ti, à volta do teu coração. tudo para te protegeres. sendo que bastava uma pessoa. com um único gesto ou uma única palavra para destruir toda aquela proteção. mas às vezes faz falta. às vezes, e por mais que negue, faz falta um abraço apertado na altura certa. faz falta um beijo na testa. faz falta ter alguém ali. alguém com quem possa desabafar. alguém com quem possa ter aquele silêncio bom, em que não é preciso nada sem ser olhares. faz falta ter alguém ali que limpe as lágrimas. alguém que nem sequer as deixe cair. alguém que saiba como tratar outra pessoas. e é nesses momentos que a vulnerabilidade e a fraqueza voltam. porque, na verdade, somos todos vulneráveis. estamos todos à mercê de toda a gente. porque basta uma palavra para que a muralha desabe. e sim, sim eu mudei. mas foi necessário. prefiro ter mudado e, mesmo que não me sinta bem com isso, magoar do que ser magoada. desculpa, mas nestas alturas temos de ser egoístas. e eu cansei-me de me preocupar mais com os outros do que me preocupo comigo mesma. por isso, isso acabou.