sábado, 29 de junho de 2013

tired.

estou cansada. de ti, de nós, de tudo. aquilo que pensei que ainda se pudesse resolver está a conquistar dimensões enormes. dizias que nunca me irias desiludir, e desiludiste. dizias que nunca me ias fazer chorar, e fizeste. dizias que nunca me ias magoar, e magoaste. e para mim chega. chega de sofrer. chega de chorar. chega de desilusões. porque eu estou farta de sair desiludida. aparentemente estou bem e não me importo. mas eu importo, e muito. porque tu não imaginas o que custa saber que duvidas do que sinto por ti. eu é que mudei? my friend, sim, eu mudei. eu cresci. deixei de acreditar em palavras. agora, se as quiser, compro um dicionário. contigo aprendi a voltar a confiar, e depois tu vais e desiludes. é como um ciclo viciante em que o meu coração entrou e, por mais que tente, não conseguiu sair. eu sempre soube, e eu disse-te, que não acredito no 'para sempre'. mas acreditava na confiança. e tu não a tiveste em mim. a base de qualquer namoro é, para além do amor, a confiança. e tu não confiaste em mim. e isso dói. dói porque em vez de desabafares comigo sobre os teus problemas, tu descarregas em mim. falas mal comigo. e eu canso-me disso. canso-me de que não confies em mim, sendo que eu confiaria em ti. canso-me de que desconfies do que sinto por ti, sendo que eu nunca desconfiei do que dizes sentir por mim. diz-me, honestamente, como é que foste capaz de o dizer. como é que foste capaz de desconfiar de mim. e, já agora, porque. qual é a razão para achares que eu te usei. eu, que te olhei nos olhos e disse ' eu amo-te '. eu, que sempre tive do teu lado, nos bons e maus momentos. e tu praticamente me deste uma facada nas costas. mas essa ferida, como qualquer outra, vai curar rapidamente. e de uma coisa eu te garanto: eu e tu, não há maneira de existir novamente. quando tu te aperceberes, já eu fui embora. e quando eu for embora, não volto mais.

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